28 de abr de 2012

John Wayne Gacy: O Palhaço Assassino.




John Wayne Gacy era uma figura admirada e querida em sua vizinhança. Alémde empresário e trabalhar no ramo político, ele costumava animar festas beneficente e hospitais vestido de palhaço e atendendo pelo nome de Pogo. Todos ao seu redor o conheciam como um homem generoso, simpático e trabalhador. Um homem acima de qualquer suspeita...
John Wayne Gacy Jr. Nasceu em 1942, no Edgewater Hospital, Chicago. Filho de John Wayne Gacy e Marion Elaine Robson Gacy. John Jr. era o Segundo filho do casal, a primeira foi Joanne, nascida dois anos antes de John. Dois anos depois o casal ganhou mais uma filha, Karen. John e Marion eram irlandeses e católicos fervorosos. Os três filhos freqüentaram escolas católicas. John foi criado em um bairro de classe média, onde os jovens costumavam trabalhar meio período alternando o emprego com a escola. Gacy não foi exceção: ocupava seu tempo com atividade de escoteiro, trabalhou como entregador de jornais e empacotador e estoquista de mercados. 
Gacy e suas irmãs.

John Wayne Gacy Jr. na infância.

Na escola, John não era o que podemos chamar de pessoa popular, mas era admirado por professores e por alguns colegas, fazendo amigos. Também fez amigos no seu grupo de escoteiro. A relação com os amigos era boa e John era um menino muito ativo, porém sua relação com seu pai era um tanto conturbada. Além disso, alguns incidentes marcaram a vida de John.

Aos onze anos de idade, enquanto brincava em um balanço, Gacy foi atingido na cabeça por outro balanço. O incidente causou-lhe um grave coagulo no cérebro, porém este não foi detectado no momento. Isso causou em John uma série de desmaios. Gacy só recebeu tratamento adequado aos 16 anos, quando, por meio de medicação, dissolveu o coagulo. Ainda aos 16, Gacy foi diagnosticado portador de uma doença cardíaca. Foi levado várias vezes a hospitais e em várias ocasiões se queixava de dores no peito, porém nunca sofreu um ataque grave.

O pai de Gacy.
Gacy Jr. sofreu atritos com o pai. John Wayne era alcoolotra, que fazia críticas ferinas a políticos e homossexuais. Agredia fisicamente a mulher e xingava os filhos. John Wayne Gacy Jr. assistia às constantes cenas de violência. A relação com as irmãs era tranquila e os três viviam harmoniosamente. Mesmo com todas as adversidades, Gacy tentou várias vezes aproximar-se de seu pai, porém nunca obteve sucesso. Algo com o qual ele passaria toda a vida se lamentando.

Depois de repetir o ano letivo várias vezes, John Wayne Gacy Jr. decidiu abandonar a escola e ir para Las Vegas. Lá, ele começou a trabalhar como zelador em uma funerária, além de realizar outros trabalhos ocasionais. Mas John não estava feliz com a situação: Estava longe de casa e não conseguia um emprego decente. Decidiu, então, juntar dinheiro para poder voltar para a casa, no entanto, era difícil conseguir trabalho, pois ele não tinha o diploma de conclusão do ensino médio. Após três meses de esforço e economia, John conseguiu o dinheiro para voltar para a casa, em Chicago, onde sua mãe e suas irmãs o esperavam.

Gacy durante a juventude posa ao lado de seu cão de estimação.
Logo após sua volta, em 1960, John voltou à escola e finalmente concluiu seus estudos. Enquanto estudava, John pode aperfeiçoar uma de suas atividades favoritas: Pintar quadros. Gacy era um pintor de quadros nato, e tinha talento na hora de vender. Por causa disso, ele foi contratado para trabalhar na Nunn-Bush Shoe Company. Devido ao seu trabalho, ele passou de estagiário para gerente do setor de roupas masculinas em Springfield, Illinois. 


Gacy ao lado da Miss Illinois
John novamente sofreu com os problemas cardíacos. E agora, para piorar, ele estava ficando acima do peso, sofreu com problemas de coluna e foi internado diversas vezes, mas nada disso impediu que seu trabalho. John Wayne Gacy Jr. se dedicou a trabalhos voluntários e se envolveu com diversas organizações que visavam o bem da sociedade. Gacy se empenhou seriamente nos trabalhos voluntários, dedicando todo seu tempo livre a eles, incluindo a Defesa Civil de Illions e a Defesa Civil de Chicago. Gacy tornou-se vice-presidente da Câmara de Comércio Jovem, e foi eleito o homem do ano.

Muitas pessoas próximas a Gacy viram nele uma pessoas esforçada, ambiciosa e ansiosa para ser alguém na vida. Em uma ocasião, Gacy trabalhou tanto que foi hospitalizado por esgotamento nervoso. Porém, ele não deixou que os problemas de saúde o atrapalhassem no seu objetivo de ser grande na vida.

O Casamento 

Em setembro de 1964, Gacy casou-se com a sua colega de trabalho, Marlynn Myers , filha de propietários de uma rede de Fast-Foods (a Kentucky Fried Chicken) em Walterloo, Iowa. Fred W. Meyers, sogro de Gacy, ofereceu-lhe um emprego em uma de suas lojas. Tempo depois, Gacy e sua esposa mudaram-se para Iowa. A essa altura, a vida de Gacy parecia está dando uma guinada.

Gacy e Marlynn Meyers.
John começou a trabalhar na franquia de fast foods do sogro, teve que aprender o serviço do zero. Em média, trabalhava 12 horas por dia, mas era comum trabalhar catorze ou até mais. Estava ansioso demais para aprender e sonhava em algum dia assumir os negócios do sogro. Quando Gacy não estava ralando no Fast-Foods, estava em Waterloo, Iowa, na Câmara do Comércio Jovem. 

Kentucky Fried Chiken.

Gacy trabalhou incansavelmente realizando trabalho voluntário para sua comunidade através do seu trabalho como Jaycee. Foi lá que ele fez a maioria de seus amigos e passou a maior parte de seu tempo. Gacy queria de toda forma ser bem sucedido. Clifford L. Linedecker, em seu livro: The Man Who Killed Boys, citou , entre os principais amigos de Gacy, Charlier Hill, um voluntário Jaycee que conhecia bem. Charlie disse: "Ele queria ser muito bem sucedido e ele queria ser reconhecido por seus próximos... [Gacy] sempre estava trabalhando em algum projeto e ele foi dedicado ao Jaycees. O clube era a sua vida.”

No entanto, Gacy conseguiu encontrar algum tempo com sua esposa quando não está trabalhando para o sogro ou fazendo trabalho voluntário. Marlynn deu à luz um menino pouco depois da sua mudança para Iowa e logo após o nascimento de seu filho, eles celebravam o nascimento de uma filha. A família Gacy tinha todos os motivos para ser feliz durante os primeiros anos em Iowa. Eles tinham uma bela casa nos subúrbios e uma família amorosa e saudável. Marlynn gostava de ver como John estava feliz no trabalho e com os Jaycees. Ele estava mesmo trabalhando em uma campanha para a presidência da Câmara do Comércio Jovem. Mas tudo parecia muito bom para ser verdade.


Rumores.

Por essa época, surgiram vários rumores sobre a sexualidade de Gacy, rumores esses que causaram estranheza. Falavam que John tinha preferência por rapazes. Lembrando, na década de 60, isso não era nada bem visto. Diziá-se que John estava sempre na companhia de algum rapaz, geralmente empregado do fast food de seu sogro. Pessoas próximas a Gacy se recusaram a acreditar nos boatos, mas em 1968, tais boatos se tornaram verdade.

Na primavera de 1968, Gacy foi levado aos tribunais de Black Hawk County sob a acusação de praticar sodomia com um adolescente de nome Mark Miller. Miller disse aos tribunais que John o teria enganado, o amarrado e praticado atos de sodomia violentos com ele. John negou todas as acusações, afirmando que Miller havia mantido relações com ele em troca de dinheiro. A história de Gacy era conflitante. Gacy continuou na briga pela presidência da Câmara do Comercio Jovem. No entanto, o pior ainda estaria por vir. Quatro meses depois, Gacy foi acusado de contratar um jovem de 18 anos para espancar Miller. Dwight Andersson , teria recebido mais de trezentos dólares pelo serviço. Ele atraiu Miller até seu carro e o levou até uma área arborizada, onde o vendou e o espancou. Miller conseguiu reagir e acabou quebrando o nariz de Anderson, conseguindo fugir e chamar a policia. Anderson foi preso e levado para depor. Ele deu o nome de quem o contratou: Gacy.

O juiz ordenou que Gacy fosse submetido a uma análise psicológica em vários hospitais de saúde mental, para descobrir se ele se encontrava devidamente apto para ser submetido a um julgamento. Relatórios médicos indicaram que Gacy tinha traços de personalidade anti-social, que provavelmente não teria nenhum tratamento. Logo após os médicos apresentarem os resultados dos exames, Gacy se declarou culpado diante do tribunal, da acusação de sodomia.


Gacy fichado pela polícia.

O juiz proferiu a sentença: Dez anos de detenção em um reformatório masculino no estado de Iowa, ´pena máxima para esse tipo de delito. Gacy já tinha 27 anos de idade quando entrou na prisão pela primeira vez. Pouco depois de gacy ser preso, sua mulher pediu o divórcio, alegando que Gacy não cumpriu com os votos de casamento.


Gacy volta a Chicago.

Enquanto estava na prisão, Gacy procurou respeitar todas as regras e ficou longe de problemas. Ele era um prisioneiro modelo. Ele percebeu que havia uma grande possibilidade de ganhar liberdade condicional antecipada, se permanecesse bem comportado. Dezoito meses mais tarde, as esperanças Gacy se tornaram realidade: a sua liberdade condicional foi aprovada. Em 18 de junho de 1970, Gacy saiu da prisão e fez o seu caminho de volta para seu lugar de nascimento: Chicago.

Gacy começou, imediatamente, a por sua vida no lugar novamente. Ele sabia que não podia se dar ao luxo de deixar seu passado atrapalhar seus planos. A única coisa que o deixava pra baixo foi a morte de seu pai enquanto ele ainda estava na prisão. Gacy ficou frustrado por não ter conseguido se aproximar de seu pai antes da morte dele. Ele se sentia deprimido pelo fato de não ter se despedido do homem do qual ele tanto gostava, mesmo com todas a adversidades de um relacionamento conturbado e do comportamento abusivo de John Gacy. Embora entristecido com os conflitos não resolvidos, Gacy decidiu que isso não iria arruinar seu futuro. Gacy passou a morar com a mãe, conseguiu um trabalho, como chefe de cozinha em um restaurante em Chicago. Gacy gostava desse novo trabalho e estava entusiasmado.

Após quatro meses morando com sua mãe, Gacy decidiu que era hora dele morar sozinho. Sua mãe havia ficado impressionada com a forma como seu filho tinha reajustado à vida fora dos muros da prisão e ela o ajudou a obter uma casa própria fora dos limites da cidade de Chicago. A nova casa de Gacy estava localizada na 8213, Avenue Oeste Summerdale, no Parque Norwood Township . Sua mãe e irmãs ficaram com parte da casa.

Gacy estava muito feliz com seus dois quartos da casa, localizada em um agradável bairro familiar, limpo, orientado. Ele rapidamente fez amizade com seus novos vizinhos, Edward e Lillie Grexa, que viviam no bairro desde o tempo em que a casa havia sido construída. Depois de apenas sete meses em sua nova casa, ele havia convidado os Grexas para uma ceia na noite de natal. Os vizinhos se tornaram amigos e muitas vezes se reuniram para tomar uma bebida ou um jogo de poker no conforto de suas casas. Os Grexas não tinham idéia do passado criminoso Gacy, ou da sua prisão mais recente.

Um pouco mais de um mês após os Grexas terem visitado a casa de Gacy, ele havia sido acusado de conduta desordeira. A acusação afirmou que Gacy tinha forçado um menino, a quem ele havia pegado em um terminal de ônibus, para cometer atos sexuais com ele.

Gacy tinha conseguido sua condicional a apenas alguns meses, e já estava infringindo a lei novamente. No entanto, Gacy conseguiu se esquivar das acusações, depois que o menino não compareceu a nenhuma audiência. Gacy estava livre novamente.



Icônicas fotos de John Wayne Gacy vestido de "Pogo, o palhaço." Ele costumava animar festas infantis e beneficentes, além de visitar hospitais.


Novo relacionamento.

Em 01 de junho de 1972, Gacy conheceu e se casou com Carole Hoff, uma recém-divorciada, mãe de duas filhas. Carole Hoff estava enfrentando um estado de vulnerabilidade emocional e imediatamente se apaixonou por Gacy. Ela via em Gacy um Rapaz generoso, e acreditava que ele seria um bom marido para ela e um bom padrasto para suas filhas. Ela estava consciente do passado de Gacy pela prisão, mas ela confiava que ele havia mudado sua vida ao redor para o melhor.


Gacy e Hoff.
Hoff e Gacy.


Hoff e Gacy, junto com as filhas de Carole Hoff.

Carole e suas filhas rapidamente foram morar com Gacy. O casal manteve uma relação harmoniosa com seus vizinhos e os Grexas foram sempre convidados para a casa de Gacy para festas e churrascos nos fins de semana.Apesar das festa nas casa de Gacy serem prazerosas, os Grexas, por diversas vezes, haviam reparado um fétido odor que exalava por entre as tábuas do assoalho. Lillie Grexa tinha certeza de que havia um rato morto no porão de Gacy, e ela pediu-lhe para resolver o seu problema. Gacy culpou o mau cheiro horrível ao acúmulo de umidade no porão. No entanto, não era a umidade debaixo da casa que era culpada pelo mau cheiro. Gacy sabia a causa real para o mau cheiro, causa essa que ele esconderia por anos há anos.

Gacy em um dos churrascos na sua casa.

Apesar de muitos amigos, familiares e vizinhos se queixarem dos cheiros estranhos, vindos do porão da casa de Gacy, isso não os impediu de freqüentar suas festas temáticas. Gacy realizou dois churrascos memoráveis ​​em que ele convidou todos os que estão próximos a ele. Em uma ocasião, mais de trezentos convidados compareceram para no churrasco de Gacy. Um churrasco tinha como tema, um luau, o outro uma temática ocidental. Gacy estava recebendo bastante atenção positiva e ele gostava disso. Ele gostava de se sentir importante. A situação era satisfatória pra ele.


PDM. 

Em 1974, Gacy decidiu que queria seu próprio negócio. Ele criou a PDM Contractors Incorporated, que realizava contratações para serviços de pintura, decoração, manutenção. Ele contratou muitos jovens adolescentes como empregados. Quando era perguntado sobre o porquê contratar jovens, Gacy dizia que a mão de obra era mais barata. No entanto, isso não era o principal motivo de Gacy para a contratação de adolescentes: Gacy pretendia seduzir seus empregados. Seus desejos homossexuais e vontade de infligir danos aos poucos foram se tornando mais evidente para aqueles que o rodeiam, especialmente sua esposa.
A vida de Carole e John não estava muito boa. Sua vida sexual tinha chegado a um impasse e os rumores sobre a homossexualidade de Gacy tornaram-se mais imprevisíveis. Gacy apresentava variações de humor: às vezes estava tranqüilo, em outras horas arremessava móveis de raiva. A falta de sono e poucas horas mal dormidas agravaram seus vários problemas de saúde. Gacy muitas vezes saía de casa durante a noite e quando não, geralmente estava realizando algum conserto no exterior da casa ou na garagem. Houve uma coisa que deixou Carole extremamente preocupada.

Cartão da PDM Contractors. 
Além da frieza que Gacy apresentava com a mulher, Carole começou a encontrar diversas revistas pornográficas pela casa, muitas delas com fotos de homens e meninos. Ela reclamou com John e ele agiu com indiferença. Na verdade, Gacy tinha dito à Carole que preferia meninos do que mulheres. Obviamente, isso deixou Carole angustiada e ela logo pediu o divórcio. O casal se separou em 02 de março de 1976.



Revistas pornográficas de Gacy.
Embora Gacy passasse por problemas conjugais, ele não iria deixar que isso estragasse sua chance de realizar seu sonho de sucesso. Sendo um homem que prosperou e ganhou, com muito custo, reconhecimento e admiração dos mais próximos, Gacy mirou para o mundo da política. Na política, ele esperava deixar sua marca no mundo. Ele tinha grandes aspirações e esperanças de um dia concorrer a um cargo público.


Gacy na política.

Gacy sabia que ele tinha que deixar seu nome e tornar-se conhecido pela participação em projetos voluntários e atividades comunitárias. Ele também sabia que se fosse para ter sucesso na política, ele tinha que conquistar as pessoas e saber fazer os contatos certos. Gacy tinha um talento natural quando se trata de persuadir os outros de forma criativa e ele viu nisso uma maneira de ganhar o reconhecimento que tanto procurava. Não demorou muito para Gacy chamar a atenção de Robert F. Matwick, candidato Democrática de Norwood Park, Chicago. Em um serviço voluntário à comunidade, Gacy e seus funcionários se ofereceram para a sede do Partido Democrata. Gacy impressionou ainda mais Matwick quando este soube que ele se fantasiava de "Pogo, o palhaço" e divertia crianças em festas de beneficentes e hospitais.

Sem saber do passado de Gacy ele se impressionou com seu senso de dever e dedicação para com a comunidade, Matwick nomeou Gacy para a Comissão de iluminação pública da. Em 1975, Gacy se tornou o tesoureiro. Era como se os sonhos Gacy de sucesso e reconhecimento público estivessem começando a se tornar realidade. No entanto, sua carreira na política seria de curta duração. Os problemas começaram quando surgiram rumores sobre o interesse sexual de Gacy. Tais rumores pareciam o perseguir.

Um dos rumores surgiu devido a um incidente acontecido durante o tempo em que Gacy estava envolvido com a limpeza da sede do Partido Democrata. Um adolescente, Tony Antonucci, 16 anos, que estava envolvido no projeto. Segundo o menino, Gacy teria tentado atacá-lo sexualmente, mas ele teria recuado quando Antonucci ameaçou bater-lhe com uma cadeira. Gacy brincou com a situação e não mexeu com ele.


No mês seguinte, ao visitar casa de Gacy, John novamente abordou Antonucci. Gacy tentou enganar o jovem com algemas e, acreditando que ele estava firmemente algemado, ele começou a despir o menino. No entanto, Antonucci tinha a certeza que uma de suas mãos estava presa frouxamente e conseguiu libertar-se e entrar em luta corporal com Gacy. Antonucci conseguiu algemar Gacy, mas o libertou após Gacy prometer que nunca mais tentar tocá-lo.Gacy não tentou avançar sexualmente em Antonucci. O rapaz permaneceu trabalhando para ele por mais de um ano.


Desaparecidos.

Johnny Butkovich,17, como a maioria dos jovens gostava de carros e ele tinha grande orgulho de seu Dodge 1968, do qual ele tratava com carinho. Seu maior hobby era correr com seu carro pelas ruas a fora, mas os gastos com manutenção estavam pesados para um adolescente de 17 anos. A fim de pagar por peças novas para seu carro, ele sabia que tinha que conseguir algum meio de sustento.

Johnny começou a trabalhar na PDM Contractors Inc., fazendo obras de remodelação, um trabalho que, particularmente, o agradava, pois era bem remunerado. Ele e Gacy tinham uma boa relação de chefe e empregado, o que fazia a hora passar rápida. No entanto, sua relação de trabalho terminou abruptamente quando Gacy se recusou a pagar Johnny por duas semanas de trabalho. Gacy fez isso muitas vezes aos seus empregados, a fim de economizar dinheiro para si mesmo.

John Butkovich.

Irritado com a falta de pagamento, Johnny foi até a casa de seu chefe com dois amigos para receber seu dinheiro. Quando Johnny pediu seu dinheiro pelo trabalho prestado, Gacy se recusou a pagar-lhe, argumentando que a empresa passava por dificuldades financeiras. Johnny ameaçou dizendo que ia denunciar Gacy para as autoridades que ele não estaria lhe pagando. Gacy ficou furioso e gritou com ele. Johnny e seus amigos perceberam que estariam perdendo tempo, pois John parecia irredutível. Johnny deixou seus amigos em sua casa e foi embora, para nunca mais ser visto vivo novamente.

Michael Bonnin, 17, não era muito diferente de Johnny. Ele gostava de fazer trabalhos manuais especialmente trabalhar com madeira e em serviços de carpintaria, e ele foi muitas vezes realizava vários serviços de uma vez. Em junho de 1976, ele estava terminado o trabalho de restauração de uma velha jukebox, mas nunca teria a chance de ver o trabalho pronto. Michael desapareceu enquanto se dirigia para a estação de trem, onde iria pegar uma composição para visitar o pai e o irmão.

Billy Carroll Jr. era do tipo de rapaz que estava sempre se metendo em apuros. Aos nove anos de idade, ele foi mandado para um reformatório juvenil por ter roubado uma bolsa. Aos onze anos foi flagrado portando uma arma. Billy era travesso e passou a maior parte de seu tempo nas ruas de Uptown, Chicago. Na idade de 16, Billy estava fazendo dinheiro se prostituindo com homens adultos. Apesar do comportamento de Billy ser muito diferente do que Michael Bonnin e Johnny Butkovich, todos eles tinham uma coisa em comum: desapareceram de repente, sem deixar rastros. Em 13 de junho de 1976, Billy deixou sua casa e nunca mais foi visto vivo novamente.


Billy Carroll Jr.

Gregory Godzik adorava o cargo dele na PDM Contractors Inc. e ele não se importava de fazer trabalhos além dos seus quando seu patrão mandava, tais como trabalhos de limpeza. Assim como Johnny, Gregory adorava seu carro e o dinheiro de seu trabalho permitiu-lhe comprar peças para seu carro Pontiac 1966. Em 12 de dezembro de 1976, Gregory deixou sua namorada na casa dela e seguiu para sua casa. A polícia encontrou Pontiac abandonado, no dia seguinte. Mas Gregory não foi mais visto. Ele tinha dezessete anos quando desapareceu.
Gregory Godzik.

Em 20 de janeiro de 1977, John Szyc, 19 anos, também desapareceu de forma muito parecida com os outros jovens antes dele. Ele havia saído em seu Plymouth Satellite 1971, e nunca mais foi visto vivo novamente. Curiosamente, pouco tempo depois o jovem desapareceu, outro adolescente foi pego pela polícia em uma Plymouth Satellite 1971 ao tentar deixar um posto de gasolina sem pagar.

John Szyc

O jovem disse que o homem poderia explicar essa situação. O homem era Gacy, que explicou à polícia que Szyc já havia vendido o carro dele. Polícia verificou o título do carro que havia sido assinado dezoito dias após o desaparecimento Szyc com uma assinatura que não parecia com a dele. No livro The Man Who Killed Boys, de Linedecker, o autor aponta que Szyc tinha conhecido Gregory Godzik e Johnny Butkovich e também Gacy, porém nunca havia trabalhado na empresa de Gacy.

Robert Gilroy, 18 anos. Adorava a vida ao ar livre, a vida campista e cavalgada. Em 15 de setembro de 1977, Gilroy deveria pegar um ônibus para ir cavalgar com amigos, mas ele não apareceu.Seu pai, que era um sargento da polícia de Chicago, imediatamente começou a procurar por Robert quando percebeu que seu filho estava desaparecido.. Apesar de uma investigação em grande escala ser feita, Robert não foi encontrado.

Mais de um ano depois, outro jovem, Robert Piest desapareceu misteriosamente. A investigação sobre seu desaparecimento conduziria não só a descoberta de seu corpo, mas os corpos de Butkovich, Bonnin, Carroll, Szyc, Gilroy e vinte e sete outros jovens que haviam sofrido desaparecido. Seria uma descoberta que iria abalar os alicerces de Chicago e chocar toda a América.


Robert.

Robert Piest, 15, estava empregado em uma farmácia. Sua mãe tinha ido buscá-lo no trabalho, mas ele prediu para que ela esperasse, pois iria conversar com um empreteiro que lhe ofereceu emprego. A mãe ficou por li, olhando as prateleiras de medicamentos, paciente e sem nada para fazer. Ela estava feliz e torcia pra bons resultados pelo esforço do filho. Ela pediu para que ele não demorasse muito, pois havia um bolo de aniversário o esperando em casa. O tempo passou e Robert não voltava. A mãe do garoto, entrando e saído várias vezes da farmácia, desesperada, resolveu ligar pra policia. O tenente Joseph Kozenczak respondeu ao chamado. Depois de se informado do nome do empreiteiro que havia oferecido trabalho à Robert, John Wayne Gacy Jr., resolveu ir até a casa dele para verificar. Já havia horas que Robert havia desaparecido.

Robert Piest.

Kozenczak bateu na porta da casa de Gacy. Quando ele atendeu, o tenente disse a ele sobre o menino desaparecido e perguntou Gacy para ir com ele para a delegacia para um interrogatório. Gacy disse que não era possível deixar sua casa no momento, pois um parente seu morrera recentemente e ele precisava atender algumas chamadas telefônicas. Assim que pudesse, ele iria lá. Gacy apareceu nas horas depois na delegacia. Ele afirmou não saber nada sobre o desaparecimento do rapaz, mas, mesmo assim, o tenente Kozenczak decidiu executar uma verificação de antecedentes sobre Gacy após a saída dele, e ficou surpreso: Gacy tinha cumprido pena de 10 anos por cometer sodomia em Iowa em 1968, sendo solto em liberdade condicional por bom comportamento. Depois de 18 meses encarcerado. Em 1971, foi acusado de outro ataque contra adolescente que trabalhava para ele na Kentucky Fried Chicken. O caso acabou sendo arquivado. Em 1972, Gacy foi acusado de molestar e matar um gay, mas alegou tratar-se de um acidente. 

Porém, pesquisas sobre a vida de Gacy deixaram o Tenente impressionado: Gacy estava envolvido em vários trabalhos voluntários e tinha grande prestígio. Era membro do Conselho Católico Inter-Clubes, membro da defesa Civil de Chicago, Membro da Sociedade de nomes santos, eleito homem do ano, Jaycee (Membro da câmara de Comércio Jovem) e tesoureiro do partido Democrata. Sua foto foi estampada nos jornais, quando ele posou ao lado da primeira-dama Rosalind Carter. Gacy era tido como uma pessoa admirada e um trabalhador honesto, apesar dos rumores sobre sua homossexualidade.


Gacy é fotografado ao lado da primeira dama Rosalind Carter.


Logo após a descoberta, o tenente Kozenczak estava confuso e desconfiado. Logo obteve um mandado de busca para a casa do suspeito. Era lá que ele acreditava que iria encontrar Robert Piest.


Gacy sob investigação.

Em 13 de dezembro de 1978, a polícia entrou na casa de John Wayne Gacy, Jr. na Summerdale Avenue.Gacy não estava em sua casa durante a investigação. Inspetor Kautz foi encarregado de recolher qualquer evidência que poderia ser encontrada na casa. Alguns dos itens da sua lista que foram confiscadas de casa Gacy foram:
  • Uma caixa de jóias contendo anéis diversos, incluindo com iniciais
  • Uma caixa contendo maconha e papéis para baseados.
  • Sete filmes eróticos Suecos.
  • Pílulas sedativas de nitrito de amilo e Valium.
  • Um canivete.
  • Livros sobre homossexualidade (Tight Teenagers, The Rights of Gay People, Bike Boy, Pederasty: Sex Between Men and Boys, Twenty-One Abnormal Sex Cases, The American)
  • Uma mancha no tapete.
  • As fotografias em cores de farmácias e drogarias
  • Um livro de endereços.
  • Uma pistola.
  • Um anel com a inscrição “Maine West High School – class of 1975” e as iniciais J.A.S.
  • Um par de algemas com chaves.
  • A três metros de comprimento prancha dois-por-quatro de madeira com dois furos em cada extremidade.
  • Um milímetros seis. Pistola italiana, com tampas de armas possíveis.
  • Distintivos da polícia.
  • Um pênis de borracha preta.
  • Uma seringa hipodérmica e agulha e uma pequena garrafa castanha.
  • Roupas que era muito pequeno para Gacy.
  • Um recibo de um rolo de filme fotográfico com um número de série, da Farmácia Nisson (que se descobriria ter pertencido a Piest).
  • Corda de nylon.
  • Duas licenças de motorista (nenhuma no nome de Gacy)
 
Alguns itens encontrados na casa de Gacy.
Três automóveis pertencentes a Gacy também foram confiscados, incluindo uma caminhonete Chevrolet 1978 com um limpador de neve anexado que tinha o nome "Empreiteiros PDM" escrito em sua lateral, um Oldsmobile Delta 88, e uma van 1979 com com a palavra Empreiteiros "PDM" também escrito em sua lateral .Dentro da mala do carro haviam fios de cabelo que foram mais tarde foram identificados como os de Robert Piest.

Durante a investigação na casa, os policiais perceberam um odor nauseabundo que era exalava debaixo do soalho da casa. Eles acreditavam se tratar de vazamento de esgoto ou água servida, mas decidiram verificar. A casa de Gacy tinha uma especia de porão, que era na verdade um espaço entre o solo e o soalho da casa. Para entrar ali, era necessário abaixar. A terra debaixo da casa havia sido polvilhada com cal, mas, além do odor, nada parecia fora do comum. A polícia não encontrou mais nada durante a sua primeira pesquisa e os policiais seguiram para a delegacia, a fim de realizar análises. John Wayne Gacy foi intimado a comparecer à delegacia para explicar sobre os objetos em sua casa. Enfurecido, ele convocou seu advogado. Foi acusado por porte da maconha e sedativo, mas a polícia não tinha mais nada contra ele, e Gacy foi liberado após prestar depoimentos sobre o desaparecimento de Robert. Um esquema de vigilância foi montado e as ações de gacy estavam sendo acompanhadas.

Durante os dias seguintes a busca da polícia da casa de Gacy, alguns de seus amigos foram chamados para a delegacia e interrogados. Gacy tinha dito aos seus amigos antes que a polícia estava tentando acusá-lo de um crime, mas alegou que não tinha nada a ver com uma tal crime.A polícia conseguiu poucas informações que pudessem ligar Gacy ao desaparecimento de Robert Piest. Os amigos de Gacy não acreditavam que ele fosse capaz de cometer um crime. Mas outras novidades surgiram no caso de Gacy.


Jeffrey Ringall.

Em março de 1978, Jeffrey Ringall, 27 anos, tinha acabado de chegar da flórida, de uma viagem de férias, para sua casa, em Chicago. Ele foi para New Town, uma área popular por suas várias boates, bares e discotecas. Enquanto caminhava pela calçada, Jeffrey teve a passagem bloqueada por um Oldsmobile preto, dirigido por um motorista corpulento, alto e bastante simpático. O estranho elogiou Jeffrey por seu bronzeado fora de época e ofereceu carona, Jeffrey Ringall aceitou a carona. Os dois passarm o tempo conversando e fumando baseados. No meio do trajeto, sem aviso, o estranho surpreendeu Ringall, tapando-lhe o nariz com um pano encharcado em clorofórmio. Ringal perdeu a consciência, mas a recuperava brevemente várias vezes durante o trajeto de carro. O estranho, então, mais uma vez colocou o pano molhado de frente ao nariz de Ringall. Ele novamente desmaiou. Quando Jeffrey recobrou a consciência, ele estava na casa do estranho. A primeira coisa que viu, foram alguns dildos (pênis de borracha) de tamanhos variados, jogados pelo chão. O estranho apontou para os dildos e afirmou que ele os usaria em Jeffrey. Naquela noite, Jeffrey foi dopado, violentado, abusado sexualmente, espancado e torturado diversas vezes.

No dia seguinte, Jeffrey despertou, estava vestido, debaixo de uma estátua, em pleno Lincoln Park. Não fazia a menor idéia de como tinha ido parara ali. Ele estava surpreso de ter sobrevivido ao trauma que seu corpo recebeu. Ele foi até a casa de sua namorada, ao tirar a roupa, encontrou diversas lacerações, queimaduras e hematomas pelo corpo. Ele e a namorada forma ao hospital. Jeffrey ficaria internado por seis meses no hospital, devido aos traumas que sofreu, principalmente no fígado, por causa da inalação excessiva de clorofórmio. Ao ser interrogado, ele relatou o encontro com o estranho do carro preto, sobre como foi abordado e dopado e os abusos que sofreu. Lembrava-se de ter sido levado para uma casa, onde foi espancado com um chicote e abusado sexualmente, mas não recordava da localização dela. A polícia acreditou ser quase impossível localizar o agressor de Ringall com os poucos dados que o rapaz passou.

Ringall após ser espancado por Gacy.

Ringall ficou inconformado com a situação e decidiu que iria, de um jeito ou de outro, ajudar na captura de seu abusador. Forçando na memória, lembrou-se de ter visto uma certa avenida no caminho, num dos breves momentos em que esteve consciente dentro do carro. Não teve dúvidas: estacionou com o próprio carro na avenida e aguardou o motorista misterioso. Quando o Oldsmobile preto passou, Ringall o seguiu até a casa do motorista. Obteve o nome do morador e entrou com uma queixa contra John Wayne Gacy por ataque sexual.

Carro de Gacy.

Os exames forenses nas evidências recolhidas na casa de Gacy também começaram a dar resultados satisfatórios. Um dos anéis encontrados pertencia a John Szyc, que havia desaparecido em janeiro de 1977. Teoricamente ele havia vendido seu carro para o empreiteiro, entretanto, descobriram que a assinatura no documento do carro era falsa. Descobriu-se também, que o recibo de filme da farmácia Nisson estava no nome de um amigo de Robert Piest, que havia entragado para ele no dia do seu desaparecimento. A polícia também descobriu que inúmeros funcionários jovens de Gacy haviam desaparecido.


Gacy confessa.

Não demorou muito para que os investigadores estavam de volta em busca casa de Gacy. Gacy, pressionado, finalmente confessou à polícia ter matado alguém, mas disse que tinha sido em legítima defesa. Ele disse que havia enterrado o corpo debaixo de sua garagem e fez um mapa para a localização, a garagem. A polícia marcou o túmulo na garagem, mas não começaram as buscas imediatamente. Eles primeiro queria averiguar o espaço debaixo do soalho da casa de Gacy. Não demorou muito para que eles descobriram um monte suspeito de terra mexida. Minutos depois de cavar o túmulo suspeito, os investigadores encontraram os restos de um corpo, os policiais não faziam idéia do que mais havia enterrado ali.
Gacy sendo detido.
 
Naquela noite, o Dr. Robert Stein, médico legista de Cook County, foi chamado para ajudar na investigação. Após a sua chegada na casa de Gacy, ele reconheceu imediatamente um odor familiar - o cheiro característico de putrefação.

Stein começou a organizar a busca de mais corpos, marcando fora das áreas de terra em secções, como se fosse um sítio arqueológico. Ele sabia que a escavação de um corpo em decomposição deve ser feita com o máximo cuidado para preservar a sua integridade e a do túmulo. Ao longo da noite e nos dias que se seguiram, a escavação progredia sob o olhar atento do Dr. Stein.

Na sexta-feira, 22 de dezembro de1978, Gacy finalmente confessou à polícia que matou pelo menos trinta pessoas e de ter enterrado a maior parte dos restos mortais das vítimas sob o espaço debaixo de sua casa. De acordo com o livro Clown Killer: Os assassinatos de John Wayne Gacy de Sullivan Maiken, Gacy disse que, "seu primeiro assassinato ocorreu em janeiro de 1972, e o segundo em janeiro de 1974, cerca de um ano e meio depois do seu casamento. " Ele ainda confessou que atraia suas vítimas as algemavam e, em seguida, ele iria abusar sexualmente delas. Para abafar os gritos de suas vítimas, ele tapava, com uma meia ou cueca, a boca, depois as matavam, estrangulando com uma corda ou pedaço de pau.. Gacy admitiu que às vezes mantinha os corpos embaixo da cama ou no sótão durante várias horas antes de finalmente enterrá-los debaixo do soalho.


Mais corpos.


No primeiro dia de escavações, foram encontrados dois corpos. Um dos corpos era o de John Butkovich que foi enterrado sob a garagem. O outro corpo foi encontrado debaixo do soalho. Como o passar dos dias, a contagem de corpos cresceu. Algumas das vítimas foram encontradas com suas roupas íntimas enfiadas em suas gargantas. Outras vítimas foram enterradas tão juntas, que a polícia acreditava que elas provavelmente foram mortas ou enterradas ao mesmo tempo. Gacy não confirmou à polícia que tinha matado mais de uma pessoa em um dia. A razão pela qual Gacy enterrava corpos tão juntos era questão de economia de espaço. Gacy foi responsável por 33 vítimas de tortura e assassinato. Enterrou 27 corpos debaixo do soalho, mais dois debaixo da garagem. O cadáver nu de Frank Wayne "Dale" Landingin foi encontrado no Rio Des Plaines, Illions. A policia, mais tarde, encontrou uma carteira de motorista no nome de Landingin na casa de Gacy e ligou esse crime a ele. 


Em 28 de dezembro, a polícia retirou do rio Des Plaines o corpo de James "Mojo" Mazzara, que ainda tinha cueca alojada em sua garganta. O legista confirmou que a cueca enfiada garganta da vítima tinha causado sua morte por sufocação. Gacy explicou que os jogou alguns corpos ali, por que não tinha mais local para enterrá-los debaixo de sua casa. Também sofria de dores de coluna, o que o impedia de cavar muitas vezes. Mazzara foi a vítima número 29 a ser encontrada.


Policiais próximos á casa de Gacy.
Policiais procurando  pistas debaixo do soalho. 
Buscas por corpos debaixo do soalho.






Policiais rastejam no pequeno espaço entre o solo e o soalho da casa de Gacy.

Policiais procurando corpos



Restos mortais de uma das vítimas. 
Até o final de fevereiro, a polícia ainda estavam escavando o chão da casa de Gacy. Eles já haviam destruído a casa e foram incapazes de encontrar mais corpos no espaço entre o solo e o soalho. As chuvas e o frio atrapalharam as buscas. No entanto, eles acreditavam que haviam ainda mais corpos para serem encontrados e eles estavam certos.


Policiais retiram corpos de dentro da casa de Gacy.


Mais corpos são retirados da casa de Gacy.
Casa de Gacy, depois de demolida. Policiais ainda procuravam vítimas do palhaço.

Enquanto operários estavam quebrando o concreto do pátio Gacy, se depararam com outra descoberta terrível. Eles descobriram que o corpo de um homem ainda em bom estado preservado no concreto. O homem usava um par de shorts azul jeans e um anel de casamento. Agora, entre as vítimas de Gacy, além de jovens e homossexuais, se encontrava um homem casado.


O trigésimo primeiro corpo a ser encontrado ligado ao caso Gacy foi encontrado no rio Illinois. Os investigadores identificaram o jovem através de uma tatuagem em um dos braços: "Tim Lee". Um amigo do pai da vítima havia reconhecido a tatuagem de "Tim Lee" durante a leitura de um artigo de jornal sobre a descoberta de um corpo no rio. O nome da vítima era Timothy O'Rourke, que se dizia ser um grande fã de Bruce Lee, que tomou o último nome do mestre do Kung Fu e adicionou ao seu próprio nome em sua tatuagem. É possível que Gacy tenha conhecido o jovem em um dos bares gays em New Town.

Outro corpo foi encontrado na propriedade de Gacy na mesma épocaem que o cadáver de O'Rourke era retirado do rio. O corpo foi localizado embaixo da sala de recreação da casa de Gacy. Seria o último corpo a ser encontrado na propriedade de Gacy. Logo após a descoberta, a casa foi destruída e reduzida a escombros. Infelizmente, entre os trinta e dois corpos que foram descobertos o de Robert Piest não estava entre eles.


O cadáver de Robert Piest só foi encontrado em abriu de 1979, no rio Illinois. A forte correntesa havia delocado o cadáver até a Barragem de Dresden. Na necropsia, os legistas encontraram pedaços de toalhas de papel na garganta do garoto. A família de Robert entrou com um processo contra Gacy, contra o departamento Condicional do estado de Iowa, o departamento Correcional e o departamento de Polícia de Chicago. Eles obtiveram a indenização de 85 milhões de dólares do Estado, por procedimento negligente.

A investigação policial continuou. Agora o mais importante era a identificação das vítimas que foram encontradas na propriedade Gacy. Exames das arcadas dentárias foram feitos afim de se obter a identificação. Todas, menos nove das vítimas foram identificadas. Embora a busca por corpos havia, finalmente, havia chegado ao fim, o julgamento Gacy estava apenas começando.


Algumas das vítimas de Gacy.

The Trial.

Na quarta-feira, 6 fevereiro, 1980, o julgamento por assassinato de John Wayne Gacy Jr. começou no Tribunal criminal do Condado de Cook, em Chicago, Illinois. Os membros do júri, que consistia de cinco mulheres e sete homens, ouviram como promotor Bob Egan falou sobre a vida de Robert Piest, sobre morte horrível por asfixia e como Gacy foi responsável por esse e pelo assassinato de pelo menos trinta e dois outros jovens. Egan contou sobre a investigação na casa e da rotina de Gacy, a descoberta de corpos e como as ações Gacy foram premeditadas, e como ele tinha consciência do que fazia.

Logo depois, foi a vez dos advogados de defesa de Gacy. Robert Motta se opôs a declaração Egan, afirmando que de ações Gacy eram, de fato, incontrólaves, irracionais e causadas por impulso. Afirmou que ele era louco e não mais no controle de sua conduta. Como sempre, nesses casos, a defesa tenta alegar insanidade.

Se fosse declarado insano, Gacy teria tomado um lugar em uma ala do Sistema Estadual de Saúde Mental. Não há limite de ano para um condenado considerado insano. Eles são encarcerados e tratados até serem considerados mentalmente estáveis o suficiente para serem reintroduzidos na sociedade. Essa era a pena que Robert Motta tentava conseguir para seu cliente. No entanto, insanidade é geralmente muito difícil de provar e em poucos casos essa alegação surte efeito. O promotores estavam preparados para tais alegações.

Quando as primeiras declarações, de ambas as partes, foram concluidas, a acusação trouxe sua primeira testemunha a depor: Marko Butkovich, pai de John Butkovich , vítima Gacy. Ele foi a primeira testemunha entre muitos familiares e amigos de vítimas . Algumas das testemunhas não conseguiram manter a calma e se desmancharam em lágrimas, outros contaram como foi seu último adeus aos parentes mortos por Gacy.


Depois dos parentes e amigos das vítimas, veio o testemunho dos empregados de Gacy que sobreviveram aos ataques sexuais do chefe. Alguns de seus ex-empregados contaram sobre suas repentinas mudanças de humor e como ele os enganavam e as algemavam.Outros contaram como ele sempre abordava eles durante o expediente. Outros depoimentos seriam tomados nas próximas semanas, incluindo os depoimentos de amigos e vizinhos de Gacy; policiais envolvidos na investigação e prisão de Gacy, e psicólogos e pisiquiatras que examinaram Gacy.

Em 24 de fevereiro, a defesa iniciou os seus trabalhos e, para a surpresa de todos, a primeira testemunha de defesa chamada foi Jeffrey Ringall. Esperava-se que Ringall iria testemunhar pela a acusação. No entanto, Ringall havia mencionado anteriormente o seu encontro com Gacy em um livro e a promotoria acreditava que poderia prejudicar o o caso, se o aceitasse como uma testemunha. O outro advogado de defesa de Gacy, Amirante, perguntou se Ringall achava que Gacy poderia se controlar. Ringall disse não acreditar nisso, considerando a selvageria do ataque sofrido por ele. O testemunho de Ringall não durou muito tempo: Ringall contou alguns detalhes escabrosos sobre seu ataque. Em dado momento, Ringall ficou tão estressado e ansioso que ele começou a vomitar e chorar histericamente. Ele acabou retirado da sala do tribunal.

Os advogados de defesa, então, chamaram parentes e amigos próximos de gacy para depor, na tentativa de comprovar a alegação de insanidade. A mãe de Gacy relatou sobre os vários abusoa que ele sofreu do pai, chegando, até mesmo a ser chicoteando com uma tira de couro. A irmã de Gacy relatou algo semelhante e descreveu como Gacy era xingado e humilhado pelo pai. Outros que defenderam contaram como Gacy era um homem bom, honesto e generoso. Sempre buscava ajudar os mais necessitados com um sorriso no rosto. Lillie Grexa tomou a palavra e decreveu como ele era um excelente vizinho. No entanto, a Sra. Grexa disse algo que poderia ser prejudicial para a defesa de gacy: Ela se recusou a dizer que ele era louco. Ao contrário disso, ela disse que acreditava que Gacy era um "homem brilhante". Essa declação contradizia a história da defesa de que Gacy seria um louco, incapaz de controlar suas ações.

A defesa então chamou Thomas Eliseo, um psicólogo que entrevistou Gacy antes do julgamento. Ele afirmou que Gacy era um homem brilhante, porém parecia ser portador de transtorno bordeline. Outros médicos, especializados e saúde mental, também prestaram depoimento semelhante, afirmando que Gacy era esquizofrênico, sofria de transtorno de personalidade múltipla ou tivera um comportamento anti-social. Alguns afirmaram ainda que o transtorno mental de Gacy prejudicava sua capacidade de compreender a magnitude de seus atos criminosos. Em conclusão, todos eles o consideraram insano durante os seus atos criminosos. Após o depoimento dos peritos médicos, a defesa encerrara suas declarações.

Ambos os lados argumentaram de forma um tanto emocional. Ambos os lados citaram os tetemunhos anteriores. A promotoria resaltava a brutalidade dos crimes de Gacy. Como ele era manipulador e atraia suas vítimas para armadilhas, torturando e assassinando.

A defesa insistiu na alegação de insanidade, dizendo que Gacy não tinha controle de suas ações durante os ataques. Após as declarações finais e do testemunho de mais de 100 pessoas, num período de mais de 6 mese, o juiz pediu para os membros do Juri tomar uma decisão.

Após duas horas de deliberação, o júri apresentou seu veredito: John Wayne Gacy Jr. foi considerado culpado de todas as acusações. Recebendo pena de morte por injeção letal.


Gacy na cadeia.

Gacy foi enviado para o Menard Correctional Center, em Chester, Illions, onde seria executado anos depois.

Na cadeia, Gacy seguia sua rotina de limpar sua cela, receber e ler suas cartas, receber visitas e pintar, aliás, na cadeia, Gacy passou boa parte do seu tempo praticando pintura. Muitos de seus quadros retratavam criminosos famosos dos EUA, como o Zodíaco, Charlie Manson, AL Capone, Ed Gein e John Dillinger; personagens infantis, principalmente da Disney. Porém, seus quadros mais famosos: auto-retratos como o Palhaço Pogo. Vendeu muitas de suas telas, com preços que variavam de 100 até 20 mil dólares, chegando a ganhar perto de 140 mil dólares, só com pintura. Sua fama se espalhou de tal forma, que um telefone foi instalado em sua cela, onde, quando se ligava, era possivel ouvir uma mensagem de voz, clamando por sua inocência. Tais mensagens custavam 1,99 e muita gente pagava pelo serviço.



A arte de Gacy.


























"Nenhuma lágrima para o palhaço."

Durante o tempo em que esteve preso, Gacy fez psicoterapia, tentou suicídio e tornou-se alcoólatra. Os advogados de defesa entraram com várias apelações, mas nada adiantou. O destino de Gacy estava traçado.

Gacy dando uma entrevista tempos antes de sua execução.

No dia 10 de maio de 1994, Gacy recebeu a visita de parente e amigos na penitenciária Stateville em Joliet, Illions. Era o dia de sua execução. Como última refeição, Gacy pediu frango frito, camarão frito, batata frita e morangos. Às 21h, todos os familiares e amigos foram retirados do local, mas um ministro religioso poderia acompanhar Gacy até as 23h, se assim ele quisesse. Às 00h01, Gacy foi retirado de sua cela, amarrado em uma maca e recebeu solução salínica intravenosa no braço. Ele então pronunciou suas últimas palavras:

- Kiss my ass! (Beije minha bunda!)

Como sempre, nesses casos, os executores são pessoas voluntárias e suas identidades são mantidas em sigilo. Testemunhas da execução observam, através de uma janela. Após a primeira solução, foi administrada outra de sódio tiopental, um anestésico. Em seguida, o brometo de pancurium, que paralisa o aparelho respiratório, em seguida o cloreto de potássio, para paralisar o coração. Um processo que levaria 5 minutos demourou mais de 18. Um dos tubos, onde era administrado soro entupiu. Gacy bufou de impaciência. As cortinas da câmara de morte foram fechadas, todos tentavam desentupir o tubo. Trocaram por outro, gacy pôde morrer.

Do lado de fora, juntou-se uma multidão. Emissoras de TV e rádio davam as últimas notícias sobre a execução do palhaço. Jovens vestiam camisas com a frase: “Nenhuma lágrima para o palhaço”, ou “Meus pais viram a execução de Gacy e tudo o que consegui foi essa camiseta”. 

Nem esse clima de festa diminuía a dor daqueles quer perderam parente e amigos pelas mão de Gacy. Morria o palhaço que prendeu a atenção do povo estadunidense às notícias policiais, junto com ele, morria a identidade de vária outras vítimas, nunca identificadas. Mais buscas oram realizadas, mas se mostraram infrutíferas. Vinte anos após os crimes de Gacy, investigadores vasculharam o local próximo a residência da mãe de Gacy, acreditava-se que ele havia começado seu reinado de horror ali, mas nada foi encontrado. Muitos acreditam que Gacy matou bem mais do que as 33 vítimas encontradas.

12 comentários:

  1. Foi tarde pro Inferno, era um FDP...

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  2. EU e Meu Maldito interesse por assassinos em serie. para mim eles tiveram um grande motivo para cometer tais crimes, no caso de Ed gein era um homem dócil de fácil convívio, a má criação por parte da matriarca influenciou bastante em sua psicopatia sexual. Já no caso do gacy os maus-tratos por parte de pai o frustou de uma forma que ele passou a matar jovens rapazes desse modo ele se sentia forte coisa que para o pai dele ele nunca seria.

    Débora

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  3. Eu sei bem o que é ser desprezada, deixar em evidência o quanto gosta mais da sua irmã do que de vc. por ser gorda ganhar apelidos da própria mãe, cada dia que passa eu me sinto pior,e mesmo depois de ter descoberto cálculos na vesícula e gordura no figado não tenho vontade de emagrecer para melhorar, sinto que essa é a deixa que eu precisava, visto que não tenho coragem de cometer suicídio por ser ão covarde. cada vez mais eu me prendo a histórias de psicopatas e seriais killers. como eu os invejo pelo menos os psicopatas que não extremamente inteligentes e tem a vantagem de não sentir. prq o sentimento é a pior coisa que o ser humano pode ter. desabafo de alguem que vem levando a vida nos extremos preferindo ser atropela por um caminhão ou tomar um tiro do que levar uma vida como essa. tetyy

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    1. procure um médico urgente,as vezes achamos que passamos por muitas coisas quando na verdade sabemos que damos espaço a isso,se vc se acha gorda,emagresse,senão mude suas roupas para se sentir melhor,só não deixa isso atrapalhar sua vida,se vc acha que o problema esta em sua mãe,trate-a bem pra ela sentir o que faz com vc é errado,mude por vc,e não pelos outros,seja feliz e pratique o bem,e ame o que vc tem de mais valioso,sua vida e sua dignidade.acredite em Deus,ele te ama!

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    2. Obrigada mesmo, de coração! segui seus conselhos, é de pessoas como vc que o mundo precisa, não de babacas como o anonimo a baixo que encorajam as pessoas a cometerem suicídios.só me resta ir pro medo indicado pela minha clinica geral. estou melhorando minha relação com minha mãe seus conselhos vieram no momento oportuno. desejo-lhe muita felicidade paz e saúde. tetty

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    3. ESSE CARA JÁ ESTÁ DANDO A BUNDA PRO CAPETA E TODOS DEMÔNIOS DESGRAÇADO MALDITO...ANTES TIVESSE MORRIDO COM OS PROBLEMAS DE SAÚDE DESSE MALDITO.NUNCA DEVERIA TER NASCIDO!!! QUEIME NO INFERNO!!

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  4. Desculpem os erros de digitação, mas estou num beco escuro e já não tenho mais força nem pra digitar tetty

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    1. Olha sinceramente, garota, você não sabe o que é realmente sofrer, pessoas tem cancer, passam fome e essas coisas e voce acha que é a pessoa que mais sofre no mundo por causa disso. Eu também tenho problemas pessoais com a minha familia toda, todos se sentem superior a mim por conta disso, mas quando penso em pessoas que estão em situações piores que a minha eu ergo a cabeça, faça isso também. Caso voce continue achando que é a pessoa que mais sofre no mundo, voce não disse que assiste coisas sobre serial killers? imita um deles só que em voce mesma, assim acaba com todo esse sofrimento --'

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    2. Que Pate do (EU não consigo cometer suicidio ) você não entendeu?
      cada um tem sua forma de demonstrar sofrimento, aquele dia eu, me encontrava totalmente down
      , essa foi a forma que encontrei de extravasar minha irá
      que até então vivia oculta dentro de mim, . Não sou portadora da doença citada por vc, por outro lado , se vc tivesse conhecimento do que diz , veria que
      se meu problema de sáude não tiver os cuidados necessários pode agravar seriamente. podendo levar a morte.
      você fala sobre superioridade da sua familia para com vc, mas é facil entender o lado deles visto que vc
      projeta seus defeitos nos outros. não sei se vc tem um serio problema de personalidade ou sua falta de atenção
      rompe barreiras, mas bem, vou responder sua pergunta, sim eu gosto de coisas relacionadas a psicopatas e os invejo pois eles diferente de mim não conseguem esboçar emoções, e não eu não consigo fazer o que eles fazem com os outros comigo mesma( não foi por falta de tentativas) por outro lado, se você se submeter a ser minha cobaia posso fazer de ti minha primeira vitima e quem sabe assim conseguir imita-los como vc mesmo(a) sugeriu.

      Ps: Eu Apenas postei o que sentia naquele dia, as pessoas tinham a opção de ler, e ignorar, vc optou por enviar uma resposta
      sem sentido e de muito mal gosto, respostas como essa eu acredito que deveriam passar despercebidas , prq eu jamais
      seguiria conselhos de uma pessoa de mente tão doentia quanto a minha

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  5. Esse cara desencadeou mitos filmes sombrios d terror com palhaços....como o DP "It".

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