23 de mai de 2012

Jack, o Estripador: Além do mito.



Há alguns meses atrás (mais especificamente em fevereiro) escrevi um post sobre Jack, o Estripador, como ficou conhecido o assassino (ou assassinos) que agiu em Withechapel, East End da velha Londres (Você pode ler o post, clicando aqui.). Pois bem, este post é como um anexo, sobre as teorias que cercam o caso.


Não me recordo se já disse isso anteriormente, mas um fato é que um caso não solucionado é um prato cheio para teorias e suspeitas. Quando um caso é solucionado, mesmo quando o criminoso não paga pelos crimes, os sujeitos que foram considerados suspeitos são ofuscados, ganhado um papel de secundários na história. Isso não acontece em casos sem solução; os suspeitos apresentam o mesmo peso, como se cada um deles tivesse uma parcela de culpa na história. Provavelmente será necessário repetir algumas coisas já ditas no primeiro post. Mas se faço isso, é pra não se perder na história.


Comecemos pelas vítimas:


Vítimas:


Quantas pessoas Jack matou?


É  impossível definir a quantas vítimas foram feitas por Jack. Existe certa controvérsia sobre qual teria sido o primeiro crime. Alguns defendem que teria sido o da prostituta Marta Tabram, cujo corpo teria sido encontrado em 7 de agosto de 1888, neste caso os crimes seriam seis. Porém, é mais aceito que a série de crimes tenha começado com o homicídio Mary Ann "Polly" Nichols, em 31 de agosto. Tabram não havia sido eviscerada, mas foi brutalmente esfaqueada e degolada com uma arma semelhante a uma baioneta, arma diferente da usada nos outros crimes. É provável que Marta tenha sido vítima do soldado, com o qual havia sido vista pela ultima vez, por sua amiga, a também prostituta conhecida como Pearly Poll.


Outro homicídio questionável, seria o de Elizabeth "Liz" Stride, em 30 de setembro de 1888. Elizabeth não foi eviscerada, apresentando apenas um corte no pescoço. O corte era feito da direita pra esquerda, diferente dos feitos nas outras vítimas. Além disso, a arma usada em Stride tinha uma lâmina menor do que a usada em Catherine Eddowes, morta quase uma hora depois de Elizabeth. Teria o assassino trocado de faca? Se o fez, por que trocou uma faca pequena por uma maior, se isso aumentava o risco de se expor? Provavelmente a primeira faca não estava tão boa assim, havendo a necessidade de substituí-la. Mas e a direção do corte? Por que a diferença com os outros?


O testemunho do judeu, Israel Schwartz pós ainda mais dúvida sobre o caso. Ele teria visto Stride envolvida em uma briga com um homem, que ele descreveu como tendo aparantemente 30 anos, medindo 1,70 metro de altura, o rosto redondo, cabelos claros e um pequeno bigode castanho. O sujeito estava acompanhado por um homem de 1,80 metros, que fumava um cachimbo, vestia com um casaco e usava um chapéu escuro de abas largas. Israel passava pela rua, quando viu Elizabeth sendo jogada no chão. Seriam esses os assassinos de Stride? Eles seriam "Jack, o Estripador", que na verdade era uma dupla destinada a "limpar" a cidade? Israel não ficou lá para ver a cena, pois foi perseguido pelo homem que fumava cachimbo. Fugiu de lá.


Não podemos chegar a uma conclusão sobre o número de vítimas. Só posso dizer que mais de cem não foram (na verdade, nem isso eu poderia dizer). Em casos sem solução, não há a colaboração do assassino que, após condenado, pode auxiliar na buscas por mais vítimas. Não há nenhuma confissão e muitas das mortes relacionadas ao caso são duvidosas. Lembrando que prostitutas eram (são) vítimas de crimes brutais, e suas mortes passam quase despercebidas pela sociedade. Fiquemos então com os números oficiais: 5 vítimas (6 para alguns). As vítimas canônicas são: Mary Ann "Polly" Nichols, Annie Chapman, Catherine "Kate" Eddowes, Elizabeth "Liz" Stride e "Black" Mary Jane Kelly.


Quem eram as vítimas de Jack?


As vítima s de Jack eram todas prostitutas que faziam ponto em Withechapel. A maioria delas (tirando Mary Kelly) não tinha atrativos, eram bêbadas, estavam acima do peso ou em idade avançada. Cobravam muito barato por programa, na maioria da vezes, o suficiente para pagar um local para dormir ou alguma garrafa de bebida alcoólica. Podemos presumir que Jack teria ódio de prostitutas, ou acreditava que elas estariam "sujando" as ruas e por isso decidiu matá-las, ou podemos presumir também, que Jack tivesse fantasias sexuais homicidas e a profissão dessas mulheres seria apenas algo que facilitasse sua caça, uma vez que prostitutas baratas não escolhiam quem acompanhar.


Reconstituição, com uma boneca, do homicídio de Mary Kelly.

Máscara mortuária, confeccionada em silicone, de Catherine Eddowes (Art by : Tony Webb Creative Services)


Possíveis vítimas:




Além das 5 vítimas canônicas do caso e de Marta Tabram, outras mulheres podem ter sido mortas por Jack:


Fairy Fay: Em 26 de dezembro de 1887, uma mulher não identificada foi encontrada morta em um beco perto da Commercial Street. a primeira atribuição ao caso Jack, apareceu em 1950, nas mãos do jornalista Terense Robertson. Muitos acreditam que tal crime não passa de mito, pois nenhum registro de uma tal "Fairy Fay" foi encontrado. Nenhum caso de homicidio, cuja vítima tenha recebido esse apelido foi encontrado. Muitas mulheres com Fairy no nome foram encontradas nos registros da Scotland Yard, mas nenhuma havia sido vítima de homicídio;



Annie Millwood: Em 25 de fevereiro de 1888, Annie foi atacada à punhaladas por um homem, em White's Row, há alguns minutos de distância de onde Martha Tabram foi assassinada. Millwood recebeu inúmeras facadas nas pernas e abdômen, mas sobreviveu e recebeu tratamento na Workhouse Infirmary de Withechapel. Em 31 de março, Annie sofreu um colapso e faleceu, provavelmente devido aos ferimentos;


Ada Wilson: Em 27 de março de 1888, Ada Wilson, 39 anos, foi atacada na porta de sua casa, por um homem que lhe pediu dinheiro. Ao se recusar a dar dinheiro, o desconhecido desferiu duas facadas no pescoço de Wilson, que gritou. Assustado pelos gritos, o homem fugiu. Ada sobreviveu e mais tarde descreveu o sujeito como um cavalheiro bem trajado, de pele queimada pelo sol, usando um bigode claro e medindo 1.67 metro de altura. Ele usava um casaco, um chapéu escuro de abas longas e calças leves. A descrição de Ada era semelhante às de muitas testemunhas oculares dos crimes do Estripador. Infelizmente, talvez por causa dos meses que separavam os crimes, ninguém pensou que Ada e Annie pudessem ser vítimas do Estripador;
Ataque à Ada Wilson.


Ema Smith: Emma tinha 45 anos de idade, quando foi atacada em 3 de abril de 1888. No hospital, Emma afirmou ter sido vítima de três delinquentes. Ela morreu no Hospital de Londres, vítima de peritonite, resultante de inúmeras facadas. se a versão de Annie estiver correta, é bem adequado excluí-la da lista de possíveis vítimas;

Ilustração mostra Ema Smith sendo perseguida.


O cadáver não identificado: Em 3 de outubro de 1888, um torso feminino foi encontrado, já em estado de decomposição, em um prédio em construção em Withehall;


"O mistério de Withehall": Policiais encontra um torso humano em um prédio em construção.


Annie Farmer: Na manhã de 21 de novembro de 1888, Annie acompanhou um cliente até a Satchell's Lodging House, na George Street, Spitalfields. Duas horas depois, ouviu-se o grito de Annie, e o sujeito foi visto deixando o local. Annie recebeu um golpe a faca no pescoço, porém o corte era muito superficial, diferente dos cortes profundos desferidos contras as outras vítimas. Ela alegou ter sido atacada por Jack, mas a polícia estava cética sobre a versão. Os policias acreditavam que Annie tentou roubar algumas moedas de seu cliente, colocando-as na boca. Quando o homem descobriu, Annie desferiu um corte no próprio pescoço e gritou. O homem, com medo de ser linchado deixou o lugar rapidamente;

Annie Farmer
Rose Mylet: Às 4:15 da manhã, de 20 de dezembro de 1888, o cadáver de Mylet foi encontrado em um pátio entre os números 184 e 186 da Poplar High Street, na propiedade de um construtor de nome George Clarke. Seu cadáver estava deitado de lado, uma das pernas estava esticada e a outra dobrada, as roupas da pristituta estavam rasgadas e em desalinho. Seu pescoço havia sido cortado de maneira bruta;


Elizabeth Jackson: Elizabeth "Lizzie" Jackson morreu no início de junho de 1889. partes do seu cadáver foram encontradas no Tâmisa em 25 de junho. O jornal New York World sugeriu que Jackson seria uma vítima do Estripador, mas não há nenhuma forte ligação entre a morte dela e os homicídios do outono de horror.


Alice Mckenzie: Alice tinha cerca de 40 anos. era dependente do álcool e do tabaco. Na madrugada de 17 de julho de 1889, seu corpo sem vida foi encontrado em um beco. sua garganta havia sido golpeada com uma faca duas vezes, suas vestes estavam levantadas e se ventre havia sido mutilado. Os cortes na carótida fez co  que muitos acreditassem que o agressor tinha conhecimento em medicina;
Corpo de Alice Mckenzie.


Mulher não identificada: Em 10 de setembro de 1889, William Pennett encontrou um torso feminino sobre os arcos ferroviários da Pinchin Street. O corpo estava em decomposição, sem cabeça, sem braços e sem pernas, além de conter várias mutilações no abdômen. Se lavantou a suspeita de ser Lydia Hart, uma prostituta que estava desaparecida, mas nunca se descobriu se realmente o corpo era de Lydia;
Policial encontra um corpo na Pinchi Street. Seria mais uma vítima do Estripador?


Frances Coles: A mais bela das vítimas dos assassinatos em Whitechapel, Frances Coles, foi assassinada em 13 de fevereiro de 1891. ela havia sido degolada de modo violento, tendo sua cabeça forçada para trás e uma faca cega passada pelo seu pescoço três vezes. Seu chapel, adquirido tempos antes, estava caído próximo do corpo. Frances não foi eviscerada e suas roupas estavam em ordem. Além da forma com que foi morta, não havia nada mais que ligasse o assassinato de Frances com os ocorrido no "outono do horror";

Corpo de Frances Coles, no necrotério

Carrie Brown: A única provável vítima feita fora de Londres, Carrie Brown, permanece um mistério. Carrie, uma velha prostituta estadunidense, foi encontrada sem vida em um quarto do Hotel East River, às marges do rio Manhattan, New York, na madrugada de 24 de abril de 1889. Havia apenas uma conexão entra a vida de Carrie e os crimes do Estripador, era o fato dela ter conhecido George Chapman, um dos suspeitos na época, enquanto ele morava nas proximidades de New Jersey. Carrie havia sido estrangulada, teve o corpo mutilado e estava deitada na cama e nua. Muitos detalhes dos ferimentos de Carrie não foram passados para a imprensa, o que se sabe é que a mulher foi brutalmente atacada por alguém com uma arma branca.


Perfil de Jack.


Modus Operandi:


Jack possivelmente abordava as vítimas possivelmente se passando por um cliente, convidando-as para um local mais escuro e longe de olhares curiosos. Uma vez com domínio sobre as vítimas, ele bruscamente as agarrava pela garganta, estrangulando-as, por esse motivo não se ouviram os gritos de socorro. Depois ele cortava o pescoço as vítimas, da esquerda para a direita, o que fez com que muitos presumissem que ele fosse canhoto. Ele as deitava cuidadosamente no chão, o que explicava o falta de traumas na cabeça resultantes de quedas. Depois disso, Jack erguia as vestes das vítimas, abria os ventres e extirpava as vísceras.
Ilustrações da época  sobre o M.O. de Jack.
Como era Jack.


Baseando em alguns testemunhos (lembrando que ninguém viu Jack frente-a-frente por muito tempo, mas só de relance), mesmo sabendo que em muitos dos principais aspectos neles eram conflitantes, podemos ter uma ideia de como era Jack, o Estripador. Ele teria entre 28 e 35 anos de idade, 1.65 a 1,70 metros de altura, era corpulento e  usava um bigode discreto (castanho ou preto). Duas testemunhas afirmaram ter visto um homem de tez levemente queimada de sol (três se fossemos considerar o de Ada Wilson). duas testemunhas afirmaram que o homem usava um chapel de caçador, o que era incomum no local, e acabou se tornando uma característica marcante. É quase impossível que Jack tivesse aquela imagem aristocrática, vestido de capa e cartola negra, envolto de neblina. Essa imagem figurada de Jack é um mito. Uma roupa daquela seria algo extremamente extravagante para Withechapel e Jack era alguém comum, capaz de se misturar na multidão sem grandes dificuldades.
Em 2008, 120 anos depois dos crimes em Withechapel, desenhistas forenses, com base nas informações na época, criaram um retrato falado de como seria o Estripador.

Perfil segundo o FBI:


Em outubro de 1988, 100 anos após os crimes em Withechapel, John Douglas e Roy Hazelwood, criadores de perfis psicológicos do FBI foram convidados para criar um perfil de Jack para um programa de televisão chamado "A identidade secreta de Jack, o Estripador. Ambos concordaram que as cartas supostamente enviadas pelo assassino eram fraudes, pois a personalidade de Jack não condizia com alguém que gostasse de desafiar autoridades desse tipo. as mutilações sugeriam um homem mentalmente perturbado, sexualmente inadequado, com raiva generalizada contra mulheres. Ao retirar os órgãos, ele as privava do sexo, assim não teria medo delas. O tipo de abordagem de cada caso demostrava que era pessoalmente e socialmente inadequado. Provavelmente, algum vizinho seu já teria o denunciado seu comportamento.


O assassino teria entre 25 e 30 anos, tinha uma de inteligência mediana à um pouco elevada, "mais sortudo do que esperto na hora de fugir da polícia". Era solitário, não era casado e viera de uma família desestruturada, onde foi abusado mentalmente e sexualmente por uma mulher dominante. O fato dos crimes serem cometidos aos fins de semana entre a meia-noite e a madrugada sugere que o criminoso não tinha compromissos caseiros. Ele era caucasiano, pois assassinos em séria costumam matar pessoas de sua própria raça, além disso, um negro, oriental, ou qualquer pessoa de uma raça diferente da dos europeus chamaria mais atenção. 


Jack era alguém que podia se misturar aos outros, sem provocar suspeitas ou medo. Se tivesse um emprego, seria um cargo subalterno ou um sub-emprego, com pouco contato direto com pessoas. É certo que não teria uma formação profissional e provavelmente estava entre os que foram interrogados. Após verificarem as possibilidades, Douglas e Hazelwood definiram que as características apontavam para Aaron Kosminski. Mais tarde, John Douglas fez outra analise para seu livro The cases that haunt us (BR: Mentes criminosas & crimes assustadores), onde ele sugere que o assassino seria um suspeito chamado David Cohen.


Suspeitos

Muitos dos citados aqui, já haviam sido citados anteriormente, de forma mais aprofundada no primeiro post, mas não custa revê-los brevemente. Aqui estão os suspeitos da época, e os incluídos anos depois.

Suspeitos habituais.


William Henry Bury: Bury foi enforcado após o assassinato da esposa, Ellen, em 1889.  Ellen havia sido estrangulada e golpeada no pescoço, também havia sido brutalmente esfaqueada no abdômen. No local do crime, os policiais encontram mensagens "Jack, o Estripador está aqui" e "Jack o Estripador está atrás da porta" escritas com sangue.


George Chapman (1865-1903): Nascido na Polônia, em 1865, com o nome de Severin Antoniovich Klosowski, Chapman tinha se formado em medicina, mas não conseguiu seguir o oficio de medico. Ao chegar à Inglaterra, Chapman começou a trabalhar em uma barbearia, em Withechapel. mas tarde, ele abriu sua própria barbearia na Cable Street, 126, próxima aos locais dos crimes. Mas tarde, Chapman foi forçado a fechar seu negocio. ele acabou imigrando com a esposa para a América. Era um homem infiel e violento. Em 1903, Chapman foi enforcado, acusado de assassinar três de suas esposas por envenenamento.


George Chapman.

Roslyn D'Onston: Onston, cujo o verdadeiro nome era Robert Donston Stephenson, era um médico, dito satanista e praticante de magia negra. Ele costumava enviar cartas com falsas pistas tentadoras para a polícia, gostava de se auto denominar o "Morte Súbita, além de ser viciado em álcool. seu apelido levou alguns investigadores a acreditarem que ele era Jack, o Estripador. Roslyn teria escrito artigos na Pall Mall Gazette, apresentando motivos para os crimes em Withechapel. Uma investigação na casa de D'Onston revelou uma maleta contendo pequenas gravatas com vestígios de sangue seco, seria ele o assassino? Após os crimes em Withechapel, D'Onston converteu-se aos cristianismo.
Roslyn D'Onston.

Joseph Barnett: Barnett não foi considerado suspeito até 1970, quando Bruce Payle propos essa teoria, sendo ela publicada por Mark Andrews no livro The Return of Jack the Ripper (1977). Barnetti era o ex-parceiro de Mary kelly. Eles teriam brigado após Kelly abrigar em sua casa outra prostituta, supostamente sua amante lésbica. Joseph Barnett, assim como a maioria de seus parentes, era um vendedor de peixes, porém havia perdido sua licença, supostamente por roubo. Entre os dias 1 e 8 de outubro, Barnett havia visitado Mary Kelly, dando-lhe algumas pequenas somas de dinheiro. Eles pareciam ter se reconciliado. algumas coisas o ligam ao Estripador, como por exemplo: Sua aproximação com Kelly explicaria por que os crimes cessaram depois da morte dela; A aparencia dele era compatível com muitos testemunhos. Garrafas vazias de cervejas de gengibre foram encontradas no número 13 da Miller's Court (onde Barnett morou com Kelly), na carta "Do inferno" Jack o Estripador afirma que guardou "um pouco de líquido vermelho" em uma garrafa de cerveja de gengibre; A porta do local onde Kelly foi encontrada morta estava trancada, indicando que o assassino teria acesso à chave; Barnetti também se encaixa no perfil feito pelo FBI.
Joseph Barnett

James Kenneth Stephan: Stephan nasceu em 1854, em Londres. Desde cedo, apresentava um porte físico atlético e teria participado de competições esportivas. Porém suas articulações doíam. ele tinha um desempenho escolar brilhante, conseguindo uma bolsa de estudos em Eton Scholarship at King's. James havia fundado um jornal no inicio de 1888, cujo o conteúdo era poético e literário. Alguns anos antes, James havia sofrido um acidente e recebido uma forte pancada na cabeça, porém recuperou-se anos depois. Essa pancada provavelmente deixou Stephan meio lunático, mas ele não era violento. A suspeita sobre ele surgiu em 1972, simplesmente por sua relação com o Principe Albert Victor, o Duque de Clarence, nada mais além disso.
James Kenneth Stephan.

Frederick Bailey Deeming: Deeming, nascido em 1842, era um marinheiro. Durante uma viagem, ele acabou tendo um ataque de "febre cerebral e provavelmente nunca recuperou-se totalmente. Depois do episódio, passou a agir de forma cada vez mais estranha, afirmando que a mãe, que já havia morrido, o mandava agir assim. Deeming já tinha várias passagens pela polícia, principalmente por fraudes. Deeming fugiu para a Inglaterra, fugido da África do Sul, após uma de suas fraudes terem sido descobertas. Sua mulher desapareceu misteriosamente. Deeming mudou-se para a Austrália, onde casou-se novamente. Sua segunda mulher também desapareceu. Deeming alegava que ela estaria trabalhando no exterior. no natal de 1891, novamente deixou a casa. O dono da residência descobriu o cadáver da esposa de Deeming, enterrada no soalho da cozinha, com a garganta cortada e em avançado estado de putrefação. Deeming foi preso em março de 1892. Especulou-se que ele havia estado em Withechapel, durante o "Outono do terror", verificou-se que ele comprou facas na região, além de o próprio Deeming ter confessado aos colegas de prisão ser ele o próprio Jack, porém, disse ele, não tinha coragem de se entregar. No cadafalso, antes de ser enforcado, Deeming teria dito: "Ta-ra-da-boom-di-ay! Ta-ra-da-boom-di-ay! Este é um dia feliz! É festa em East End, pois o Estripador foi embora.
Máscara mortuária de Deeming.

Montague John Druitt (1857-1888): Druitt era um jogador de críquete e advogado, vindo de uma respeitada família de médicos. Ele lecionava em um colégio para meninos, de onde foi despedido por conduta indevida. Muito se contesta sobre sua culpa no caso do Estripador, pois a única coisa que o liga aos crimes foi o fato de seu suicídio coincidir com o fim dos crimes. Seu nome entrou na lista de suspeitos em 1889.
Montague John Druitt.

Aaron Kosminski (1856-1919): Kosminski era um dos principais suspeitos de Sawnson e Anderson, mas não havia evidência forte que o ligasse ao crime. Kosminski era uma figura conhecida em Withechapel, sempre visto catando restos de comida do lixo. Andava sujo e vestido em farrapos, também dizia ouvir vozes em sua cabeça. Kosminski, assim como Druitt, foi sitado na lista de suspeitos do inspetor Melville Macnaghten, em 1889.
Aaron Kosminski.

Michael Ostrog (1833 - ?): Ostrog era um ladrão e mentiroso compulsivo. ele havia nascido na Russia e seus antecedentes criminais datavam desde de 1863. ele também havia sido preso por extorsão. Não havia nada que ligasse Ostrog aos assassinatos em Withechapel. Ostrog foi declarado doente mental após tentar suicídio, se jogando na frente de um trem enquanto era escoltado pela polícia.
Michael Ostrog.

James Kelly (1860-1929): Na manhã do assassinato de Mary Kelly, a policia invadiu a casa de James Kelly (não havia ligações entre eles) e descobriu que ele havia fugido para Dieppe. Dois dias depois, um policial procurou averiguar quais medidas estavam sendo tomadas para prender James Kelly, acrescentando mais uma nota ao arquivo dele. James Kelly havia sido detectado anos antes como sendo um paranóico-esquizofrênico, sendo encarcerado no hospício de Broadmoor, de onde fugiu em janeiro de 1888, fugindo para Withechapel. Ele havia matado a esposa, após ter sido diagnosticado com uma doença venérea, mas durante o confinamento, ele se convenceu que havia sido infectado pelas prostitutas de Withechapel. Seus movimentos após a fuga são desconhecidos. Havia suspeitas de que ele estivesse se vingando, marando e retalhando prostitutas em Withechapel, e, numa manobra para fugir do cerco policial, fugiu para outro lugar.
James Kelly

Walter Sickert (1860 - 1942): O pintor impressionista Walter Sickert, foi incluído na lista de suspeitos por seu modo excêntrico de ser. Walter havia feito teatro, e gostava de se vestir como personagens famosos. Um desses personagens era Jack, o Estripador. A escritora de romances policiais, Patricia Cornwell, gastou supostamente 4 milhões de dólares na tentativa de provar que Sickert era o Estripador, porém sua teoria e suas técnicas são postas em dúvida. Patricia não foi a única a alegar que Sickert era o assassino. Outros quatro autores escreveram livros sobre a ligação Sickert e Estripador: Donald McCormick (The identity of Jack the Ripper - 1959), Stephen Knight (Jack the Ripper: The final Solution); Jean Overton Fuller (Sickert and the Ripper Crimes - 1990) e Melvyn Fairclough (The Ripper and the Royals - 2002). Os cinco autores baseiam suas teses acreditando que Sickert tinha uma obsessão pela vida londrina, mas nada, absolutamente nada, liga Sickert aos crimes de Whitechapel. Pelo contrário, em um dos crimes, Sickert estava na França junto com um amigo. O fato desses autores estarem destinados a mostrar a culpa de Sickert nos crimes, ao invés de procurarem pelo verdadeiro assassino torna tais teorias ainda mais duvidosas. Algumas teorias apontam para "mensagens subliminares" nas pinturas de Sickert, como os traços marcantes e deformados, além de afirmarem que seus quatros retratam cenas dos crimes; Cornwell foi além: Ela afirma que, em uma de suas pinturas, as perolas da mocinha seriam representação de gotas de sangue, algo que não faz muito sentido. Os traços de Sickert são semelhantes aos de vários outros artistas impressionistas (até por que, essa é uma das características do movimento).


O pintor Walter Sickert
Uma das pinturas de Sickert: Segundo Cornwell, elas estariam representando as cenas das mortes, porém a única  vítima fotografada no local do crime foi Mary Kelly, as outras foram fotografadas no necrotério.

Francis Tumblety (1883 - 1903): Em 1993, Eric Barton, dono de uma livraria, encontrou um pacote com inúmeras cartas relacionadas aos crimes em Withechapel. ele as levou para um policial que era obcecado pelo caso do Estripador. As cartas foram escritas pelo detetive John George Littlechild, 25 anos após os assassinatos. Segundo Littlechild, Francis Tumblety, um irlandês-americano seria o Estripador. Ele foi visto vagando por Londres na época dos crimes, a polícia estava sempre o vigiando e o consideravam um maníaco sexual, fanático egomaníaco e um desavergonhado que se auto-promovia. Tinha mania de exercer a profissão de médico e receitar medicamentos de origem duvidosa. Uma mulher que acreditava que seu inquilino era o Estripador reconheceu Tumblety ao encontrá-lo anos depois.
Francis Tumblety.

Neill Cream: A única coisa que liga Neill aos crimes foi o fato de, no momento de sua execução, ele supostamente confessou ser o assassino de Withechapel. Cream havia sido condenado por uma série de homicídios, porém seu modus operandi é muito diferente do de Jack: Neill Cream matava por envenenamento e é praticamente impossível um assassino envenenador virar um sádico sexual sedento por sangue e vice-e-versa.
Tomas Neill Cream.

James Maybrick: James era um rico comerciante de algodão de Liverpool. Ele foi envenenado por sua esposa, Florence (Florie), em 1889. Em 1991, alguns trabalhadores que instalavam uma nova fiação elétrica em uma velha casa Chamada de Battlecrease) em Liverpool encontraram, sob as tábuas do piso, um velho diário, com capa de couro, que estava ali a mais de 100 anos. Restavam apenas 63 páginas manuscritas, algumas haviam sido arrancadas e a caligrafia era quase ilegível. Ao final, havia uma assinatura: Jack, o Estripador. O diário foi supostamente escrito por ninguém menos que James Maybrick, que havia morado em Battlecraese. Fora o diário, não existe nenhuma ligação entre James e os crimes em Withechapel.
James Maybrick

David Cohen: Muitas teorias apontavam para a culpa de um judeu pobre polonês nos crimes, principalmente a proposta por Sir Robert Anderson (comissário assistente da Scotland Yard) em 1895. Davi Cohem era judeu, pobre, nascido na polônia com o nome de Nathan Kaminsky. ele apresentava problemas emocionais, tendencias homicidas e um ódio extremo por mulheres. Os relatórios sobre as suspeitas de o assassino ser judeu polonês levou a suspeita à Aaron Kominski, pois ele era o judeu polonês bem mais conhecido. Mas, como já escrevi aqui e no primeiro post, Aarom era um retardado dócil. ele era um ex-cabeleireiro, e seus instintos o impediam de trabalhar, tomar banho ou aceitar comida dos outros, por isso ele sempre era visto catando restos de comida da sarjeta e do lixo. Tirando uma ocasião onde ele ameaçou sua irmã com uma faca, Kominski nunca demostrou episódios de violência. Ele não se enquadrava no perfil do "judeu polonês homicida". Já Cohen se enquadra na descrição. Quando ele foi internado em um hospício, eram comuns os lapsos de violência. Cohem cuspia na comida e ameaçava os outros pacientes. Além disso, A policia, antes de surgir o nome Jack, o Estripador, a polícia procurava por um tal "Avental de couro", Cohen usava um avental no trabalho. O nome David Cohen foi dado pela polícia, que não sabia a verdadeira identidade de Kaminski. John Douglas, também defende a culpa de David Cohen, poie ele se encaixa no perfil psicológico do assassino.
Teorias.


Agora, algumas teorias que envolvem o caso:


Conspiração real: Teorias de conspirações sempre chama a atenção, por mais estranhas e sem cabimento que sejam. Com o caso do Estripador não é diferente. Eternizada pelo cinema (o que, infelizmente, faz com que muitas pessoas acreditem nela) a Teoria da conspiração real é uma das mais estranhas. mesmo após de se mostrar falsa, muitas pessoas ainda insistem em contrariarem os fatos. A história é a seguinte: O Príncipe Albert Victor, o Duque de Clarence, teria se envolvido com uma moradora de Withechapel, de nome Annie Crook. ela era pobre e católica, o que seria um escândalo à família real. Decidida a separara os pombinhos, a Rainha Vitória ordenou que o Príncipe fosse retirado a força do seu ninho de amor e Annie seria internada em um sanatório. Porém, Crook teria tido um filho, e teria o deixado aos cuidados de uma amiga: Mary Jane Kelly. Mary por sua vez, compartilhou o segredo com quatro amigas (cujos os nomes já devem ter adivinhado): Kate Eddowes, Polly Nichols, Liz Stride e Annie Chapman. Desesperada, a rainha ordenou que todas as envolvidas no caso fossem mortas. Para fazer o trabalho sujo, foi designado o médico real: William Gull. Ele se aproximaria das mulheres, atrairia-as para dentro de uma carroça, onde as mataria e abandonaria os corpos. Os locais dos crimes tinham significado maçônico e os envolvidos colocariam a culpa em um bode expiatório: Montague Druitt. Aí começam os problemas com a teoria:
Envolvidos na suposta "Conspiração Real", William Gull seria o terceiro da primeira fila.

  • William Gull tinha 72 anos na época e havia sofrido um derrabe, que paralisou seu lado esquerdo. Mesmo que muitas das vítimas estivessem bêbadas, seria muito dificil ele ter força para dominá-las;
  • Documentos revelam que Annie Crook (que realmente existiu) nunca foi internada em um sanatório. Ao contrário, existem evidências que ela trabalhou em vários locais diferentes. Ela vivia com sua filha, registrada no nome de William Crook, ou seja: a gravidez de Annie não foi fruto de um romance com Albert Victor, mas sim um caso de incesto;
  • Nenhuma testemunha ouviu barulho de rodas de carroça ou patas de cavalos.

Essa teoria foi criada por um homem chamado Joseph Sickert, que alegava ser filho ilegitimo do pintor Walter Sickert, apesar de nunca ter provado isso. O jornalista Stephan Kinight escreveu ela em seu livro, mas não contava com uma coisa: Tempo depois do livro ser lançado, Joseph confessou ter inventado tudo.


Príncipe Albert Victor, o "Príncipe Eddy", peça central da teoria da conspiração real. Ele também estava no centro de outra teoria, onde seria o próprio assassino, com tendencias sexuais. Albert morreu vítima de pneumonia alguns anos depois dos crimes em Withechapel.

Jill, a Estripadora: Na época dos crimes, surgiu a teoria de Jack ser , na verdade, uma mulher. Uma parteira teria justificativa em andar com as vestes sujas de sangue, além de ter certos conhecimentos anatômicos. Também, pelo fato de ser uma mulher, a assassina poderia andar sem se preocupar, pois todos procuravam por Jack e não por uma mulher. Uma parteira estéril, cujo o direito de ter filhos fora tirado, poderia, por ódio, inveja ou tudo junto, estar exercendo sua vingança. Mas a questão do ódio pela gravidez alheia é duvidosa, uma vez que só Mary Kelly estava grávida e as outras vítimas não estavam mais em idade fértil. O inspetor Abberline, um dos primeiros a presumir a participação de uma mulher no crime, propôs essa teoria em uma conversa, após o assassinato de Mary Kelly. Kelly teria morrido entre 3;30 e 400 horas da madrugada, porém algumas pessoas, em especial Caroline Maxwell, afirmaram tê-la visto horas após. Uma mulher poderia ter sido confundida com Kelly, enquanto fugia do local do crime. William Stewart, foi um dos primeiro a defender essa teoria, escrevendo um livro em 1939. Podemos citar duas suspeitas em potencial:
  • Mary Pearcey: Mary havia matado a esposa de seu amante e o filho dela, cortando-lhes as gargantas, depois abandonou os corpos em uma rua deserta. Os crimes foram cometidos em 1890 e o Modus Operandi era muito similar ao do Estripador. Sir Melville Macnaghten descreveu Mary como uma mulher forte e isso significa que ela teria força para dominar as vítimas. Pearcey foi executada em 23 de dezembro de 1890. 
Mary Pearcey

  • Elizabeth Willians: A teoria envolvendo Willians é nova: chegou ao público esse mês (maio de 2012). Elizabeth, esposa de um ginecologista, John Willians, estava infeliz com a sua situação de estéril. O autor da teoria, John Morris, atenta para o fato de várias peças do vestuário feminino terem sido encontradas próximas aos locais dos crimes, como botões de botas femininas próximos aos cadáver de Catherine Eddowes e peças de roupas não pertencentes à vítima no quarto onde o corpo de Mary Kelly foi encontrado. Morris também alega que, um forte indício contra Williams seria o fato das vítimas não terem sofrido abuso sexual, o que pouco quer dizer.

Elizabeth Willians

Apesar de fazer sentido, teorias da "Jill, a Estripadora" não são muito levadas à sério, uma vez que as características doe crimes apontam para a ação de um homem, e não uma mulher.
Dr. Jekyll & Sister Hyde, da produtora de filmes B Hammerfilmes. Uma versão do conto de Robert Louis Stervenson, onde o Dr. Jekyll, um bom médico, é assombrado pelo seu lado feminino. A irmã Hyde vai cometer os crimes em Withechapel, para obter hormônios femininos.
O Açougueiro Louco: No livro "Os Crimes de Jack, o Estripador", Paul Rolland propõe a possibilidade de o assassino seria um açougueiro sifilítico, judeu e insano chamado Jacob Levy. Levy seria um forte candidato, uma vez que exercia a profissão de açougueiro (o que explicaria a habilidade em cortar a carne das vítimas). este homem poderia satisfazer suas fantasias sanguinolentas no trabalho, enquanto estivesse impossibilitado de realizar sua caça.. Levy se enquadra no perfil psicológico e na descrição de algumas testemunhas. Uma testemunha, o judeu Joseph Levy (Levy era um sobrenome comum entre os judeus na Inglaterra, não havendo ligações parentescas entre Joseph e Jacob) relutou em testemunhar contra o assassino, pois ele alegava tratar-se de um judeu. Joseph e Jacob moravam na mesma vila. assassinos em série geralmente cometam seus crimes em uma área limitada, chamada de área de conforto. O primeiro homicídio tende a ser mais próximo de sua casa. Levy morava em Middlesex Street, há apenas três ruas de distância de onde Tabram fora achada (claro, isso supondo que Tabram teria sido vítima do Estripador). Todas as vítimas oficiais foram encontradas ao norte da Withechapel Road, onde Levy morava. Levy foi internado em um sanatório, depois de vários surtos violentos. Sua esposa admitiu que ele não dormia durante a noite, e ficava vagando pela rua. Sem dúvidas, Jacob Levy é um suspeito em potencial.


Jack: Uma invenção:  Essa teoria deixou muitos "fãs de Jack" enfurecidos, apesar de ser uma teoria que faz sentido. O historiador Andrew Cook, propôs que Jack foi somente uma invenção da mídia londrina, que estava sedenta em vender jornais. Segundo Cook, os crimes teriam sido cometidos por indivíduos diferentes. Como já disse aqui:  Crimes contra prostitutas eram comuns em Withechapel. A mídia, cujo o lucro estava diminuindo, viu uma grande oportunidade de lucrar (naquela época, o povo já gostava de tragédia como hoje), criando um monstro assassino. A polícia, involuntariamente, teria entrado no jogo, aumentando ainda mais a crença no assassino misteriosos. Seria mais ou menos como o caso do "Bebê-diabo", ocorrido no ABC paulista, São Paulo (se quiser ler um pouco sobre o caso, clique aqui). O jornal Daily Star, teria aumentado suas vendas em até 232.000 números. Os crimes apresentam mais lógica se forem analisados de forma individual: Tabram teria sido vítima do soldado com o qual se encontrou;  Elizabeth Stride teria sido vítima de um homem chamado Michael Kidney, ou da dupla que foi vista por Israel jogando uma mulher no chão; Mary Kelly poderia ter sido vítima de Joseph Barnett, que teria se aproveitado das noticias sobre o Estripador para copiar os crimes... enfim, a teoria faz sentido.


Jornais ilustrados da época davam grande destaque às mortes em Withechapel.
Em fim, para finalizar esse post (que se estendeu mais do que eu queria), o caso de Jack está resolvido? Lógico que não. E provavelmente nunca será. Continuará despertando fascínio e curiosidade de milhões pelo mundo. Como diria Jack: Vamos por partes...

14 comentários:

  1. O suposto diário de Jack, o Estripador não foi encontrado em Battlecrease House. Sua origem é outra. Além disso,ele não foi assassinado por sua esposa.Leia o Diário de Jack, o Estripador de Shirley Harrisson e você verá quantos erros há em suas informações.

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    1. Refiro-me a James e Florence Maybrick.
      James Maybrick, para mim é o suspeito número 1.
      Acredito que ele tenha sido, realmente, Jack, o Estripador.

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  2. Quanto a Frances Cole, que provavelmente não era mais bela que Jane Kelly, seria muito improvável que ela fosse vítima de Jack,uma vez que, para mim, Maybrick era Jack e ele havia morrido em 1889.

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    1. Mas Cole poderia ter sido vítima de Jack, o estripador, sendo esse o barba-azul tbm conhecido como George Chapman (para mim ele é Jack). Como tbm a única vítima fora de Londres. Carrie Brown conhecia Chapman e ele estava em Nova Jersey na época.
      Maybrick foi vítima de conspiração, o diário era fajuto, assim como o relógio que tinha escrito: Eu sou Jack J Maybrick com o nome das cinco vítimas canônicas. Nada sugere que ele tenha sido Jack, senão o diário.

      E para mim, Jack (Chapman) não assassinou Mary Jane Kelly, e sim, seu ex-parceiro Barnett. Aproveitando-se de que um homem estripava prostitutas e não conseguiu reconciliar-se com Jane, cometeu este assassinato "maqueado" e apesar de ter sido o suspeito núm 1 de tal crime, acabou por "inocentado", e o crime recaindo sobre Jack.

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    2. Pd dizer que raramente um serial killer muda o seu "modus operandi", mas creio que essa exceção aconteceu. Supondo que Chapman seja msm Jack e dps de estripar prostitutas ele partiu para o envenenamentos de suas companheiras. Para não haver associações. Vale ressaltar que ele bate com a descrição de alguns e uma vez, durante uma briga, quis cortar a cabeça de uma de suas esposas.

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    3. Corrigindo: Assassinato "Macaqueado".
      E segundo o inspetor Abberline, Chapman estava em New York não em New Jersey.

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  3. Muito legal! Parabéns pelo post. Foi um dos mais completos que eu achei na internet.

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  4. Tbem acho q é maybrick...analisando toda história d cada 1 ele parece ser o mais plausível assassino mais os outros tem chances, como Joseph Barnett e outros !

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    1. Só que pegaram o Maybrick errado, o assassino foi o irmão dele, o Michael Maybrick. Provavelmente ele sabia que o irmão era o assassino.

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  5. vai todo mundo tomar no cú

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  6. Eu diria que isso foi uma invenção da mídia, que Maybrick possui algum transtorno, sei lá. Mas a ideia de serem assassinos diferentes faz sentido, o fato de terem sido degoladas não diz nada, pelo que li nesse post era muito comum golpes no pescoço e também no abdômen. Excelente post, desperta nossa curiosidade!

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  7. Para começar esses assassinatos possuem assinatura maçônica. As vítimas tinham o pescoço cortado da esquerda para a direita e as vísceras jogadas por cima do ombro direito da vítima. Quem conhece a seita maçônica sabe que isso se liga a seus mitos. Sabe-se também que recentemente o site Ancestry publicou um arquivo listando mais de 2 milhões de maçons entre 1733 até 1923. Entre esses está o nome de James Maybrick e o VERDADEIRO Jack, Michael Maybrick, irmão de James, ambos maçons.

    Logo o diário atribuído a James pode ser na verdade de Michael.

    A inscrição apagada pelo policial maçom só prova que houve clara intenção de proteger essa seita sinistra.

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  8. Sugiro que leiam o livro "Desvendando Jack, o estripador"...foi provado através de amostras de DNA colhidas em um Xale de uma das vítimas que era Aaron Kosminski, inclusive a Própria Scotland Yard sabia desde o início...

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