25 de mai de 2013

Jeffrey Dahmer - O Canibal de Milwaukee (Pt2)

"Era estranho como eu apenas tinha essa fantasia na minha mente e, de repente, todas as coisas estavam lá. Tudo havia conspirado para que isso acontecesse"  - Jeffrey Dahmer em 1994, sendo entrevistado por Stone Phillips.

Em junho de 1978, Jeffrey Dahmer, com 18 anos, nutria fantasias cada vez mais violentas. Ele passou a tecer em sua mente um episódio: Encontrar um caroneiro, levá-lo para casa e matá-lo. Após isso, Jeffrey poderia fazer com sua vítima o que bem entendesse. O rapaz deveria ser de boa aparência e estar sem camisa.



Casa onde Jeffrey Dahmer foi deixado para morar sozinho.

Por essa época, Jeffrey estava sozinho em casa, sentindo-se abandonado por todos e com receio de novamente ser deixado para trás. Ele com certeza não deixaria aquilo acontecer novamente. No dia 18 de junho, Jeffrey Dahmer bebeu e saiu para procurara carcaças de animais. No retorno para a casa, mal podia imaginar, Lá estava um caroneiro de boa aparência e sem camisa na beira da estrada. Jeffrey apenas havia tido aquele pensamento, mas as coisas pareciam conspirara para que sua fantasia fosse posta em prática. Naquele momento, Jeffrey refletiu brevemente se deveria ou não dar carona ao rapaz. Segundo suas palavras, anos mais tarde, ele bem que gostaria de não passar direto e deixar o rapaz na estrada, mas não foi isso que aconteceu.

Jeffrey deu carona a Steven Hicks, 19 anos de idade. Jeffrey não somente deu carona à Steven, como também o convidou para sua casa, para beber e conversar. Steven aceitou o contive, afinal de contas, o que poderia dar errado? 

Steven Hicks, o caroneiro apanhado por Jeffrey Dahmer


Só para nos localizarmos, Jeffrey morava em Ohio nessa época. Sua mãe Joyce e seu irmão Dave, estavam morando com parentes. Enquanto seu pai, Lionel, morava em um quarto de hotel.

Steven e Jeffrey conversavam animadamente, bebiam e fumavam maconha no quarto. Estava claro para Dahmer que Steven não era gay, mas isso não fez com que Dahmer desistisse de suas fantasias. Quando Steven manifestou desejo de ir embora, Jeffrey o golpeou com uma barra de haltere (aparelho de musculação) bem na parte de trás da cabeça, quebrando-lhe o crânio. Steven Hicks agonizava no chão e foi estrangulado por Dahmer até a morte. 



Steven Hicks, morto aos 19 anos de idade.


O assassinato de Steven Hicks significou uma espécie de passagem: Dahmer havia ultrapassado o limite das fantasias, pondo elas em práticas. O assassinato deu-se principalmente em suas circunstâncias: Primeiro, o receio de ser abandonado novamente. Em segundo, o prazer que lhe era proporcionado com o domínio total sobre uma pessoa. Um morto não tem vontades, um morto não pode dizer não. Jeffrey disse a Stone Phillips em 1994:

“Quando aconteceu pela primeira
 vez, senti que tinha o controle total em minha vida...”

Para Robert Ressler, Dahmer também falou sobre a experiência de assassinar pela primeira vez:

“Eu não sabia como fazê-lo ficar lá”

Na manhã seguinte, Jeffrey foi até uma loja, onde comprou uma longa faca. Arrastou o cadáver de Steven para o porão e o desmembrou. Cortou primeiro os membros e se masturbou sobre eles. Depois arrancou a cabeça, colocou-a em um degrau da escada e se masturbou diante dela.

Jeffrey manteve o cadáver desmembrado de Steven no porão durante todo o dia. Na madrugada seguinte, ele colocou os pedaços de Steven em 5 sacos plásticos de cor preta e saiu dirigindo pelas estradas, procurando um local adequado para desovar o cadáver do jovem. Dahmer não contava com uma coisa: Uma pequena infração de trânsito levaria um policial a pará-lo.

Dahmer dirigia fora da faixa amarela, quando um policial o parou e o aplicou uma multa. Naturalmente, o policial iluminou o interior do veículo. Os 5 sacos com os pedaços de Steven estavam no banco de trás do carro. Havia um cheiro horrível sendo exalado.

Quando perguntado sobre o conteúdo daqueles sacos de lixo estranhos, Jeffrey disso ao policial que se tratavam de entulho e de objetos que traziam à ele lembranças ruins. Ele estaria muito abalado com a separação dos pais e pretendia enterrar as lembranças ruins de sua vida. Essa foi somente a primeira de muitas mentiras com as quais Dahmer escapou da prisão. Os policiais, convencidos que Jeffrey era inofensivo, o deixaram ir somente com uma multa de poucos dólares.

Evidente que isso fez soar um alarme em Dahmer, que retornou para a casa com o cadáver. Jeffrey levou os sacos novamente para o porão, onde se masturbou sobre eles. Na manhã seguinte, Jeffrey esmagou os ossos de Steven com uma marreta, foi até um bosque, localizado nos fundos da casa e rodou 365 graus, espalhando os pedaços de Steven pelo mato. A cabeça foi descartada em um rio próximo.

Como muitos assassinos em série, o primeiro crime de Jeffrey seria seguido de um longo período de reflexão. O período de reflexão é o período de inatividade do assassino em série. Um período em que o assassino tem s eu desejo de matar inibido e segue sua vida normalmente. É o período de reflexão que diferencia os serial killers dos assassinos em massa e dos spree killers, cujos crimes são praticados em um único evento. Somente nove anos depois, Dahmer voltaria a matar. Quase uma década sem cometer um homicídio.

No dia seguinte, Jeffrey apanhou um jornal para ver se havia alguma notícia sobre o desaparecimento do rapas, mas não havia nada sobre aquilo. Jeffrey percebeu, então, que havia assassinado uma pessoa, mas ninguém sabia ninguém iria atrás dele.

Em agosto de 1978, dois meses após o assassinato de Steve, Lionel Dahmer visitou o filho e espantou-se ao encontrara Jeffrey sozinho. Ele decidiu voltar a morar com Jeffrey. Enquanto Lionel tentava persuadir o filho á procurar um emprego, Jeffrey se dedicava ao abuso de álcool. Lionel chegou a emprestar o carro para Jeffrey, para que ele pudesse arrumar emprego. Ao invés disso, Jeffrey usava o carro para ir beber. Por várias vezes, ele esqueceu onde havia estacionado o veículo. 


Jeffrey se agarrou ainda mais ao alcoolismo devido ao impacto causado pelo seu primeiro assassinato, além dos diversos outros segredos guardados dentro dele. Lionel forçou o filho a frequentar reuniões do alcoólatras anônimos e a consutar psicólogos, mas nada pareceu adiantar. Lionel e sua nova esposa, Shari, decidiram então matricular Jeffrey Dahmer na Universidade de Ohio. 
Lionel e Shari Dahmer. A relação entre Jeffrey e Shari era boa, embora não fosse, obviamente, uma relação de mãe e filho. Jeffrey não a rejeitou.

Exército e Faculdade.


Jeffrey Dahmer iniciou seus estudos na Universidade de Ohio. Sem grana e ainda muito agarrado ao álcool, começou a vender seu sangue para comprar licor. Três meses depois, Dahmer abandonou os estudos. Seu pai, irritado com a falta de atitude do filho deu-lhe um ultimato: Ou conseguia um emprego, ou se alistava no exercito. Jeffrey negou-se a trabalhar e Lionel levou-o forçado até um posto de alistamento militar e o fez entrar no exercito em janeiro de 1979. Talvez o Exército seria a solução para os problemas de Dahmer.

Jeffrey foi enviado para o forte San Houston, onde teve treinamento médico. Isso o deixou empolgado, pois Jeffrey estava aprendendo muito sobre a anatomia humana. Pela primeira vez, Jeffrey parecia estar excitado com seu oficio. Após alguns meses no exército, Jeffrey apresentou mudança na aparência e no comportamento. Ficou mais robusto e mais corado. Sua timidez também havia diminuído. Agora, Jeffrey até sorria.

Mas essa boa fase foi temporária. Jeffrey foi convocado a servir na base de Baumholder, antiga Alemanha Ocidental. A mudança de local reiniciaria a fase de bebedeira para Dahmer. Dahmer continuava solitário e durante suas bebedeiras, tornava-se mal humorado e desrespeitoso com seus superiores. Por várias vezes, desmaiou de bêbado. Devido seu comportamento cada vez pior, Jeffrey foi dispensado em 1981. Ele retornou para os Estados Unidos em um vôo para Miami. Jeffrey não contou aos pais que havia voltado aos Estados Unidos. Ele conseguiu emprego em uma lanchonete, mas o dinheiro era pouco e ele gastava com bebidas. Jeffrey chegou a dormir ao léu, nas praias de Miami. 



Um soldado tirou essa fotografia de Jeffrey em 1979, enquanto ele servia na Alemanha. Jeffrey Dahmer estava deitado em sua cama completamente bêbado. "Às sextas-feiras ele bebia, desmaiava, acordava e começava a beber novamente".
Jeffrey ligou para seu pai aterrorizado, disse onde estava e que precisava de dinheiro. Lionel não deu o dinheiro para o filho, mas enviou-lhe uma passagem para que ele pudesse voltar para casa. Jeffrey, seu pai e sua madrasta se encontraram no Aeroporto de Cleveland. Jeffrey trazia um sorriso no rosto.

Jeffrey estava forte e ajudou seu pai em alguns afazeres. Durante todo o ano de 1981, Lionel tentou desesperadamente livrar seu filho do vício em álcool. Mas algo ocorreu para piorar ainda mais a situação: Em 21 de junho de 1981, Jeffrey foi preso no hotel Ramada Inn, localizado na Bath Road, 
Bath, Ohio, acusado de conduta inapropriada, intoxicação pública e resistência a prisão. Essa foi a primeira de muitas detenções de Jeffrey. Seu pai pagou um advogado e tomou providências para que seu filho tomasse um rumo certo na vida, mas nada parecia adiantar. No ano seguinte, Jeffrey Dahmer comprou uma arma Magnum 357 para praticar tiro-ao alvo. Seu pai descobriu a arma e se livrou dela. Jeffrey voltou a ser preso em 8 de agosto do mesmo ano, após abaixar suas calças para pessoas em uma feira em Milwaukee. Sua fiança foi estimada em 50 dólares apenas.


Jeffrey Dahmer preso em 1981, acusado de conduta inapropriada e intoxicação pública.


Jeffrey Dahmer preso em 1982, após abaixar suas calças em uma feira de Milwaukee.

Após o episódio da prisão em Bath, Lionel decidiu mandar o filho para morar com Catherine Dahmer, avó paterna de Jeffrey, em West Allis, Milwaukee, estado do Winsconsin. Jeffrey Dahmer estava de volta à sua terra natal.

Na casa da avó, Jeffrey pareceu entrar nos eixos novamente. Ele moraria ali pelos próximos 6 anos. Catherine cozinhava para o neto e Jeffrey ajudava sua avó nos afazeres domésticos. A bebedeira acabou e Jeffrey arrumou um emprego no Milwaukee Blood Plasma Inc (Hemocentro de Milwaukee). Um dia, Jeffrey levou para casa um frasco com sangue e bebeu. Odiou o sabor e nunca mais fez isso novamente.

Por quatro anos, Jeffrey manteve sua vida no lugar. Em 1983, mudou de emprego, conseguindo trabalho na fábrica de chocolates Ambrosia, como funcionário de estoque, ganhando 9 dólares por hora de trabalho. Jeffrey Dahmer começou a frequentar a igreja com sua avó nas manhãs de domingo. Ele tentava ler a bíblia e acompanhar os sermões. Talvez, Jeffrey Dahmer pensou que esse era o caminho. Talvez, se ele se agarrasse à religião e reprimisse sua homossexualidade (Ele mantinha sua condição em segredo), ele pararia de ter fantasias envolvendo a violência. Os sermões contra o homossexualismo tiveram um efeito profundo na mente de Jeffrey. Ele decidiu não se envolver nada que fosse do mundo homossexual. Por um tempo ele conseguiu... Só por um tempo.

Por essa época, Jeffrey também passou a frequentar livrarias e bibliotecas. Numa ida à Biblioteca de Wauwatosa, Wisconsin, aconteceu algo que seria um catalisador para as fantasias de Dahmer. Enquanto lia um livro, sentado em um canto, um jovem jogou uma bolinha de papel sobre ele e foi embora. Era uma proposta de sexo feita por um homem: “Se você quiser uma chupada, me encontre no banheiro!” 


Robert Ressler: Você acha que esse bilhete foi um catalisador?

Jeffrey Dahmer: Acredito que foi sim. Porque foi quando tudo começou a desmoronar novamente.

Robert Ressler: O que significou pra você?

Jeffrey: Foi como um desafio para mim. O suficiente para eu “cair” de novo.


Segundo Jeffrey, aquilo preparou o terreno para que Dahmer buscasse contato sexual com outros jovens. Ele abandonou suas crenças religiosas e novamente passou a nutrir seus desejos de sexo e dominação. Jeffrey queria alguém que o satisfizesse sem hesitações. Que não dissesse “não” e, acima de tudo, fosse somente submisso. Suas fantasias com sexo, violência e morte se afloravam cada vez mais e, como ele não expunha isso para ninguém, ele não conseguiria ajuda. Foi por essa época que Jeffrey roubou um manequim. Ele esperou em uma loja de roupas, se escondendo até o fechamento desta. Depois roubou um dos manequim da loja. O manequim seria um parceiro perfeito, pois não teria vontades, apesar de não ser um ser humano de verdade. Jeffrey guardou o manequim no porão e se masturbava em cima dele. Sua avó. Porém, descobriu o manequim e o mandou jogar fora. 

Em setembro de 1986, Jeffrey Dahmer voltou a ser preso. Dessa vez, por exposição indecente, após se masturbar na frente de dois garotos de 12 anos de idade nas margens do Rio Kinnickinnic. Ele passaria 10 meses na cadeia. O advogado contratado por ele conseguiu que Jeffrey ficasse em liberdade condicional. O juiz que julgou o caso alegou que Dahmer tinha um comportamento sexual, emocional, alcoólico e financeiro muito problemático. Após a prisão, Jeffrey continuou nutrindo suas fantasias de dominação. Shari, madrasta de Jeffrey, reparou que o jovem parecia muito diferente após a prisão.

Imperador Palpatine e Satanás.

Como havia perdido seu manequim, passou a buscar uma forma de realizar suas fantasias com um indivíduo real. Ele passou a frequentar o Club 219, um clube voltado ao público gay. Numa dessas idas ao clube em que Jeffrey encontrou um pastor luterano, para quem expressou seu desejo de abandonar sua homossexualidade. Jeffrey também expressou esse desejo para seus oficiais de condicional, alegando que o suicídio seria apenas “questão de tempo”. Jeffrey socializava com outros funcionários da Ambrosia, mas não mantinha relações com eles fora do ambiente de trabalho. Sua vida caiu em monotonia e resumia ao trabalho e a frequentar saunas gays e casa de banhos aos fins de semanas. O desejos de Jeffrey continuava imutável: Conseguir um parceiro sexual totalmente passivo. Outro hábito que Jeffrey adotou foi assistir à filmes, principalmente Star Wars: O Retorno de Jedi e O Exorcista III. Esses filmes causavam um imenso impacto em Jeffrey. Ele se identificava com os vilões: Em Stars Wars, com Darth Sidius, conhecido mais como Imperador Palpatine e em Exorcista III, com a figura que, obviamente, era satanás. Personagens manipuladoras, maléficas e sem escrúpulos. Jeffrey repetia diversas vezes as cenas dos filmes que envolviam violência. Outra característica marcante para Jeffrey nessas personagens, eram os olhos amarelados. Jeffrey comprou um par de lentes de contato para imitá-los. Usou elas para frequentar as saunas.

Club Milwaukee.

O Club Milwaukee era um popular clube gay localizado na Walker’s Point. No verão de 1987, Jeffrey pagou 6 meses de frequentação. O clube tinha sauna, chuveiros, sala de televisão, academia, 38 quartos separados onde rapazes podiam conversar ou ter relações sexuais. O quarto escolhido por Jeffrey custava 7 dólares, de acordo com Bradley S. Babush, gerente do clube na época.

Dahmer gostava do que ele chamava de "sexo por amor", o que consistia em troca de carícias, beijos, masturbação mútua e abraços. Porém, Dahmer encontrou dificuldade em achar alguém que quisesse somente isso. A maioria dos rapazes queriam fazer sexo anal com ele. Dahmer havia passado pela experiência por duas vezes e não gostou nada daquilo. Outro problema para Dahmer, era que seus parceiros iam embora muito rápido, bem antes do que ele desejava. Assim, tentando impedir que seus parceiros o penetrassem e impedir que eles fossem embora, além da oportunidade de por suas fantasias de dominação em prática, Jeffrey começou a drogar seus parceiros, colocando pílulas para dormir na bebida deles. Algumas vezes, Jeffrey adicionava 4 ou 5 pilulas na bebida do parceiro, fazendo com que a pessoa ficasse desacordada por cerca de 8 horas. Dava-se inicio a um ritual sexual: Dahmer encostava o ouvido no peito do parceiro e ficava excitado ao ouvir os batimentos cardíacos e sentir o calor amanado pelo corpo. Jeffrey tocava o corpo dos parceiros, imaginando suas vísceras. "Como seriam?" Isso o fazia lembrar dos seus tempos no exército, nas aulas de anatomia. Jeffrey continuava seu ritual de sexo, beijando, abraçando e se masturbando sobre o parceiro desacordado. Às vezes se masturbava três vezes. Como a outra pessoa estava dormindo, Jeffrey podia exercer o completo controle e poder sobre ele. Deixando o quarto quando bem entendesse.

Porém, toda essa festa de dopamentos acabaria. 5 rapazes que estiveram com Dahmer reclamaram que  se sentiam mal e não se recordavam direito do que havia ocorrido. Depois de um dos frequentadores do Clube, um cidadão de Madson, desmaiou, Bradley expulsou Jeffrey do Club Milwaukee.

"Falei com ele as regras da casa. Havia outros locais em Milwaukee..." Disse Bradley para a revista People em 1992, ano em que faleceu aos 37 anos de idade.

Jeffrey mudou seu rumo para boates gays, que existiam aos montes em Milwaukee. ele também passou a dopar seus companheiros em hotéis. Em circunstâncias misteriosas até mesmo para o próprio Dahmer, esses encontros culminou em seu segundo homicídio.

Steven Tuomi.

No dia 15 de setembro de 1987, Jeffrey Dahmer foi até o Club 219, em Milwaukee, onde conheceu um belo jovem chamado Steven Tuomi, 24 anos de idade. Os dois conversaram e beberam. Steven aceitou passar a noite com Jeffrey e os dois foram para um quarto que Dahmer havia alugado no Hotel Ambassador, localizado na Avenue West. Jeffrey não se lembrava de ter oferecido dinheiro a Steve. Os dois entraram no quarto e fizeram o chamado “sexo por amor”. Após uma ou duas horas, Jeffrey preparou uma bebida para Steve, onde misturou algumas pílulas para dormir. Steve dormiu e Jeffrey bebeu de sua bebida e dormiu também. Ao acordar, Jeffrey se assustou: Steve estava morto, deitado do outro lado da cama, com sangue escorrendo de sua boca, marcas de espancamento no tórax e rostos e alguns ossos fraturados. Jeffrey tinha apenas um machucado no braço. Ele não se lembrava do que havia ocorrido, mas sabia que tinha voltado a matar. Nesse caso, Dahmer não sentiu prazer em matar. Nada havia sido planejado, e ele ficou assustado e desesperado. 

Jeffrey, muito provavelmente, não estava em si quando assassinou Tuomi, mas sabia que deveria se livrara daquele corpo. Ele colocou o cadáver de Steve no armário do quarto e foi até uma loja de departamentos do outro lado da rua e comprou uma grande mala, onde colocou o cadáver e esperou o dia todo. Cerca de 1:00 da madrugada seguinte, Jeffrey saiu com sua mala. Ele pediu ajuda para um funcionário do hotel para levar sua mala até um taxi. O taxista ajudou Jeffrey a colocar sua mala no porta-malas do carro e brincou com ele perguntando se “havia um cadáver na mala” pois estava pesada demais. Jeffrey apenas riu. Jeffrey levou sua mala até a casa onde morava com sua avó, onde a guardou no porão. Em uma ocasião em Catherine não estava, Jeffrey retirou o cadáver da mala, se masturbou sobre ele, desmembrou e descartou os pedaços no lixo.


Steven Tuomi, jovem de origem judaica morto por Dahmer. Seus restos mortais jamais foram encontrados.

Os habitantes de Milwaukee não sabiam, mas ali surgiu um dos piores assassinos da história da cidade. Os crimes de Dahmer escalaram de uma forma bizarra e sua matança duraria cinco anos, levando a vida de pelos menos 15 outros jovens.


Richard James Doxtator.

Dois meses depois do caso Ambassador, Jeffrey encontrou por acaso o adolescente Richard James Doxtator, 15 anos. Jeffrey saiu de um bar e encontrou com o adolescente em um ponto de ônibus. Ele reparou que Richard havia bebido muito e ofereceu 50 dólares para que ele o acompanhasse até sua casa. A vítima concordou e os dois pegaram um ônibus para a casa de Jeffrey, quando Jeffrey informou que eles iriam para a casa de sua avó. Os dois se sentaram na sala de estar, se beijaram e James fez sexo oral em Jeffrey. Richard James alegou que precisava ir para casa pela manhã, mas Jeffrey não queria deixá-lo ir e drogou sua bebida. Depois que a vítima dormiu, Jeffrey o estrangulou. Depois de morto, Jeffrey deitou sobre o corpo e fez sexo anal com ele. Ele guardou o corpo e o cobriu com um cobertor. Na manhã seguinte, Jeffrey tomou seu café e foi para a missa com a avó.


Richard James Doxtator, 15 anos, terceira vítima mortal de Jeffrey Dahmer.
O cadáver de Richard James seria mantido por 1 semana. Durante esse período, Jeffrey se deitava sobre ele e se masturbava. No fim de semana, Jeffrey descarnou o cadáver do garoto. O cadáver já estava se decompondo. Dahmer desossou o corpo com ácido, esmagou os ossos com uma marreta e colocou os pedaços em sacos de lixo, jogando tudo na lixeira de sua avó.

Bobby Duane Simpson.

1 mês depois, Bobby Duane Simpson, bebia uma cerveja no The Phoenix, bar gay de Milwaukee. Bobby olhava para os homens ao seu redor. Alguns dançavam, outros bebiam. Ao olhar para o lado, Bobby deparou-se com um homem alto e louro, que puxou conversa com ele, o homeme era, claro, Jeffrey Dahmer. A conversa seguia animada, quando Dahmer convidou Bobby para esticar a noite. Bobby aceitou animado, Dahmer era extremamente educado e agradável e Bobby se sentiu atraído por ele. Os dois seguiram de ônibus até West Allis. Eles entraram na casa, Dahmer sussurrou para que Bobby fizesse silêncio, pois sua avó estava dormindo.

Em determinado momento, Jeffrey Dahmer foi até a cozinha para fazer um café para os dois. Poucos minutos depois, Jeffrey trouxe duas xícaras de café. Bobby deu dois goles em sua xícara e apagou. Dahmer havia colocado pílulas para dormir em sua bebida. Quando acordou, Bobby estava no porão. Ainda lento sob efeito das drogas, percebeu que Jeffrey estava de frente a ele, totalmente nu. Assustado, Bobby entrou em luta corporal com Jeffrey e conseguiu sair do local. Na rua, Bobby consultou seu relógio de pulso e viu que já eram 11 da manhã. Ele havia passado horas sem consciência.

Quando comentou o fato na boate, no dia seguinte, um rapaz próximo perguntou: “Ele drogou você também?”


Richard Guerrero.


Um mês depois, Dahmer voltou a matar. No dia 24 de março de 1988, Jeffrey foi até o Club 219, onde conheceu Richard Guerrero, 23 anos de idade de origem mexicana. Richard aceitou a proposta de Dahmer para esticar a noite. Os dois seguiram até a casa da avó de Dahmer. No local, Richard fez sexo oral em Dahmer. Jeffrey dopou Richard com pílulas na bebida e depois o estrangulou. Ele então levou o corpo para o porão, onde o descarnou e colocou os pedaços no lixo. 
Richard Guerrero, quarta vítima mortal de Jeffrey Dahmer. Sua família negou que ele fosse homossexual.


Ronald Douglas Flowes Jr.
Semanas depois de matar e esquartejar Guerrero, Jeffrey deixou outra vítima sua fugir. Ronald Douglas Flowes Jr. estava com problemas em seu carro em Walker’s Point, quando Jeffrey Dahmer ofereceu ajuda.

Ronald havia encontrado alguns amigos em um bar. Após o fechamento deste, ele seguiu até seu carro. Era tarde da noite, cerca de 23 horas, o estacionamento estava cheio de carros. Ronald tentou ligar o carro, mas em vão. Aparentemente, o veículo tinha problemas no afogador. Ronald tentou várias vezes dar a partida, mas nada. Ele então saiu e foi até uma cabine telefônica, localizada na esquina da 2 Street com a Cutspear. Foi nesse momento que Jeffrey Dahmer apareceu oferecendo ajuda. Jeffrey alegou que daria uma Carona para Ronald até sua casa, onde pegaria seu carro o levaria até onde o carro de Ronald estava, assim, talvez, ele conseguiria fazê-lo pegar. Os dois entraram em um táxi e seguiram para a casa da avó de Dahmer. Jeffrey pediu para que o táxi os deixasse à alguns metros da residência, pois não queria acordar sua avó.

Ao chegaram à residência, Jeffrey entrou e Ronald disse que iria esperara do lado de fora. Jeffrey disse “Por que você não entra? Durará apenas um minuto?” e ofereceu uma bebida à Ronald. Ronald reparou que Jeffrey o observava de um modo perturbador, não desviando seu olhar. Era como se ele estivesse esperando por algo. Os dois entraram e Jeffrey ofereceu um café a Ronald. O rapaz bebeu o café o mais rápido que pode e, de repente, sua cabeça começou a pesar. Ronald desmaiou.

Ronald acordou em uma cama de hospital, completamente desorientado. Ele deu falta de todo seu dinheiro da carteira, de uma pulseira que usava no braço direito e das correntes de ouro. Sua cueca estava ao avesso, vestida por cima da calça. Seu corpo estava cheio de hematomas.

Dahmer não assassinou Ronald, segundo ele, por que sua avó o havia visto com o rapaz. Ele levou Ronald para o porão onde o deu mais drogas. Ronald acordou depois que Dahmer fez sexo com ele, completamente desorientado. Dahmer então lhe deu 8 dólares e o acompanhou até um ponto de ônibus, observando o rapaz entrar na condução.

Mais tarde, Jeffrey Dahmer relatou o fato ao detetive Dennis Murphy:

Dennis Murphy: Você ficou tranquilo deixando-o fugir?
Jeffrey Dahmer: Eu não o machuquei de maneira nenhuma;
Dennis Murphy: Bom, mas você o drogou e pegou o dinheiro dele, certo?
Jeffrey Dahmer: Sim, mas eu pensei que eles só achariam que ele estava bêbado e havia perdido o dinheiro.


Ronald procurou por policiais para relatar o ocorrido. Os policiais o aconselharam fazer exames específicos para comprovar que ele havia sido drogado, pois só assim sua história poderia ser comprovada e sua queixa seria levada adiante. No entanto, os exames laboratoriais não indicaram a presença de drogas no organismo do rapaz. Dahmer usou Halcion, uma substância que se dissipa muito rapidamente no organismo, não deixando nenhum vestígio, assim.

Até agora, Jeffrey havia matado 4 pessoas. Duas vítimas foram feitas no porão da casa de sua avó. Uma havia sido morta num quarto de hotel e o cadáver trazido até o porão. É evidente que, apesar da idade, Catherine começou a suspeitar do comportamento do neto. Além de Dahmer beber, fazer muito barulho e trazer rapazes para a casa, o porão do lugar estava fedendo à carne podre. Jeffrey inventou uma desculpara em relação aos rapazes e afirmou que gostava de descarnar animais mortos com ácido, por isso o mau odor vindo do porão. Catherine então pediu ajuda ao filho, Lionel, que junto com sua atual mulher foi até a casa ver a situação. Cansada do comportamento estranho do neto, Catherine o expulsou da sua casa.

Jeffrey se mudou para o 808 da 24th North Street, em Avenues West. Dahmer saia da casa de sua avó após 6 anos, porém, sua estadia no novo lar duraria pouco, pois Dahmer seria preso mais uma vez.

 Saravane Sinthasomphone.

Em 26 de setembro de 1988, um pouco depois de chegar ao seu novo lar, Jeffrey Dahmer avistou um menino de origem asiática caminhando pela rua. O rapaz era um laonino de 13 anos de idade. Saravane Sinthasomphone foi parado por Jeffrey, que lhe ofereceu 50 dólares para que ele posasse para algumas fotos. Saravane aceitou a oferta e os dois seguiram para o apartamento de Dahmer.

Perguntado pelo menino se ele era um fotógrafo profissional, Jeffrey afirmou ser apenas um hobby. No apartamento, Jeffrey mandou o menino levantar a camisa e ofereceu bebida a ele.

Jeffrey convenceu o menino a ficar só de cueca e também se despiu. Tirou duas fotos dele, beijou sua barriga, abaixou sua cueca e tocou seu pênis. Dahmer colocou halcion na bebida de Saravane, mas a droga não fez efeito. Percebendo as más intenções de Jeffrey, Saravane deu um jeito de deixar o local o mais rápido que pode, apanhando apenas suas fotos. Dahmer ainda lembrou o menino de pegar o dinheiro e lhe pediu para que não contasse nada daquilo à ninguém. Ao chegar em casa, seus pais perceberam que havia algo errado com ele e correram para o hospital. Exames comprovaram que Saravane havia sido drogado com Halcion. Ao contrário do que havia ocorrido com Ronald, os exames foram feitos mais rapidamente, tornando possível diagnosticar a droga no organismo do menino. Dois dias depois, Jeffrey Lionel Dahmer era detido na Ambrosia acusado de exploração sexual infantil.

Na mente de Lionel Dahmer começou a soar um alarme. Jeffrey, até então, só havia expressado o perigo de fazer mal a si mesmo. Durante uma conversa com a avó, quando perguntado sobre o que queria que fizessem com seu corpo após a morte, Jeffrey respondeu: “Jogue no mato. Apenas descarte em qualquer lugar...” Agora Jeffrey mostrou que era capaz de fazer mal à outras pessoas, o que começou a preocupar Lionel. Não passava pela cabeça de Lionel, porém, que seu filho já havia matado e esquartejado alguém.

“Parecia que meu filho havia se tornado um mentiroso, alcoólatra, ladrão, exibicionista, molestador de crianças. Eu não conseguia imaginar como ele se tornou aquela alma arruinada... Pela primeira vez vi que meus esforços e recursos seriam insuficientes para salvar meu filho. Faltava uma coisa em Jeff, Uma coisa que chamamos de consciência. Ela havia morrido nele ou talvez nunca tivesse existido”. 


Em um audiência preliminar, Jeffrey Dahmer se declarou inocente e foi liberado após seu pai pagar 2.500 dólares de fiança. Ele voltou para West Allis, para junto de sua avó e em janeiro de 1989, sob conselho de seu advogado, Jeffrey mudou sua alegação para culpado e o julgamento foi marcado para maio daquele ano. Jeffrey, porém, saiu dos eixos novamente, voltando à frequentar a movimentada noite do Waker’s Point.

Anthony Sears.

Em 25 de março de 1989, Jeffrey Dahmer conheceu Anthony Sears, de 26 anos na boate La Cage, outro point gay em Milwaukee. Anthony estava com outros 3 amigos quando Jeffrey se aproximou do grupo. Sears caiu na conversa fiada de Jeffrey. Um dos amigos de Anthony deixou os dois em West Allis. Anthony Sears teve o mesmo triste fim dos outros rapazes: foi dopado e estrangulado.

Fotografias de Anthony Sears, estrangulado e esquartejado por Dahmer.

Jeffrey esquartejou o cadáver do rapaz, descarnou os pedaços em ácido e ferveu sua cabeça até que a pele e carne se desprendessem do crânio. Ele então pintou o crânio com tinta acrílica de cor cinza, a fim de deixá-lo parecendo com um crânio de plástico. Também removeu os genitais de Sears, 
Jeffrey guardou o crânio e os genitais de de Anthony em uma caixa de metal. Era a primeira vez que ele guardava um pedaço de uma das vítimas como troféu.  

Mais tarde, durante uma visita, Lionel viu a caixa no armário do filho e pediu para que ele abrisse. Jeffrey se negou, alegando que era direito dele ter um pouco de privacidade. Lionel apanhou a caixa e desceu até o porão, onde a abriria com uma ferramenta. Jeffrey percebeu a situação e correu até o pai. Afirmou que estava nervoso e que na caixa havia livros e revistas pornográficas. Lionel aceitou as explicações do filho. No dia seguinte, Jeffrey abriu a caixa a mostrou seu conteúdo: livros. Lionel disse ao filho: “Se livre disso”. A cabeça de Anthony havia sido guardada no armário e substituída por livros. Jeffrey viu o risco que era guardar seus troféus ali e mudou a caixa para seu armário pessoal na Ambrosia. Mais tarde, Dahmer afirmou que passou a guardar partes dos corpos porque assim manteria a essência daquela pessoa.
Anthony Sears foi a primeira vítima da qual Dahmer guardou um pedaço do corpo como troféu. Isso representou uma escalada nos crimes de Jeffrey Dahmer. O desejo de guardar a essência de uma pessoa levaria Dahmer a algo ainda mais bizarro.
Dahmer tinha uma mesa preta. Nela, haviam duas figuras de grifos de gesso (Um ser mitológico híbrido, mistura de leão com águia). Em sua mente, Dahmer passou a formular o desejo de construir um santuário. Uma espécie de altar da morte, com incensos e os crânios das vítimas. Dahmer desenhou para Park Dietz um diagrama de como seria o templo: sobre a mesa, 10 crânios humanos pintados, incensos queimado em ambas as extremidades, dois esqueletos inteiros próximos aos grifos, luzes azuis e um globo de luzes, Além de uma figura diabólica representada acima. De frente a mesa, uma cedeira preta, para que Dahmer pudesse sentar e admirar.






Diagrama desenhado por Jeffrey Dahmer do altar que queria fazer com os crânios das vítimas. Podemos ver: A mesa preta, dois esqueletos pintados inteiros, lâmpadas azuis em globos de iluminação, 10 crânios pintados,incenso queimando nas extremidades da mesa e uma bizarra figura de chifres ao alto.


Jeffrey Dahmer vai a julgamento por exploração infantil.

em 23 de maio de 1989, Jeffrey Lionel Dahmer foi a julgamento acusado de exploração infantil pelo ataque à Saravane Sinthasomphone. Gerald Boyle estava responsável pela defesa do réu. A promotoria estava sob responsabilidade de Gale Shelton. Ambos apresentaram seus argumentos ao juiz, William Gardner. O promotor pediu uma sentença de pelo menos 5 anos ao réu:

 “Em meu julgamento está absolutamente claro que o prognóstico de tratamento para o Sr. Dahmer dentro da comunidade é extremamente sombrio … Sua percepção do que ele fez de errado foi a de que ele escolheu uma vítima muito jovem … Ele parece ser cooperativo e receptivo, mas nada do que vejo por fora indica que ele pode lidar com sua raiva e seus profundos problemas psicológicos.”
Três psicólogos que examinaram Dahmer foram unânimes que o réu era manipulador, resistente e evasivo. Foi recomendado a internação em um hospital para o devido tratamento. O advogado de defesa de Dahmer argumentou que ele era doente e precisava de tratamento, não de prisão. Enfatizando o fato dele ter um trabalho fixo.
 “Nós não temos um múltiplo infrator aqui. Eu acredito que ele foi pego antes do ponto que poderia ser pior, o que acredito ser uma bênção disfarçada.”
Jeffrey Dahmer depôs, colocando a culpa de seu comportamento destrutivo no álcool. Jeffrey Dahmer era extremamente articulado e convincente. Ele não negou ter abusado do rapaz e disse estar ciente do que fez e querer tratamento adequado: “O que eu fiz foi muito errado. Eu nunca estive nessa posição antes. Nada é mais terrível. Isto é um pesadelo tornando uma realidade para mim. Isso chocou a mim mesmo... A única coisa que eu tenho em minha mente, e que é estável e que me dá uma fonte de orgulho, é o meu trabalho. Eu estive muito perto de perdê-lo por causa dos meus atos, os quais eu admito total responsabilidade … Tudo o que eu posso fazer é implorar para você, por favor poupe o meu trabalho. Por favor me dê uma chance de mostrar que eu posso, que eu posso trilhar meu caminho e não me envolver mais em nenhuma situação como essa… Seduzir uma criança foi o clímax da minha idiotice … Eu quero poder me ajudar. Eu quero poder transformar minha vida.”
O juiz decretou a pena: cinco anos de liberdade condicional e 1 anos de prestação de serviços na Casa de Correção de Milwaukee. Jeffrey trabalhava na fábrica de chocolates de dia e voltava para a prisão durante a noite. Dahmer não podia se aproximar de crianças. Durante todo o restante de 1989, Jeffrey Dahmer cumpriu sua pena, sendo impossibilitado de matar novamente, pois seus passos eram acompanhados de perto.
No natal daquele ano, foi dado à Dahmer liberdade de 12 horas para que ele pudesse festejar com seus familiares. Ao invés disso, Dahmer aproveitou o tempo livre para beber até cair em um bar. Existem rumores de que Jeffrey teria sido abusado por um homem com um castiçal, mas não se sabe se isso é verdade. Fato é que Jeffrey Dahmer chegou à prisão horas depois do combinado.
Lionel queria que o filho ficasse preso até que ele encontrasse um tratamento adequado. Em uma carta ao juiz, Lionel disse: “Eu sinceramente espero que você possa intervir de alguma maneira para ajudar o meu filho, o qual eu amo muito e pelo qual desejo uma vida melhor. Essa pode ser a nossa última chance de fazer algo que o ajude.” Mas, ignorando os pedidos de Lionel, o juiz concedeu, após dez meses, liberdade antecipada para Jeffrey Dahmer. 

Jeffrey voltou para a casa de sua avó, mas tinha recomendação para procurara outro lugar para viver. Jeffrey voltou à antiga vida de bebedeiras e points gays. Às noites de quinta-feira ele ia ao bar The Triangle, onde podia beber ?à vontade após pagar 3 dólares somente. Outro local frequentado por ele foi o Partners. Nesse local, Jeffrey Dahmer conversou com Tom Newman. Os dois conversaram sobre computadores. Tom encontraria Dahmer algumas noites depois no This Is It, onde Tom convidou Dahmer para passar a noite com ele. Dahmer recusou, talvez devido à aparência de Tom, um homem branco e gordo, com aparência de desleixo.

Em maio de 1990, ocorreu um episódio marcante na história de Dahmer: A mudança para a Oxford apartamentos, na 924 North 25th Street, próximo às boates gays da Walker’s Point. Ele ocupou o apartamento 213. Após anos, Dahmer se via novamente morando só. Essa seria a oportunidade perfeita para por em prática suas fantasias de dominação, violência e morte.


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Um comentário:

  1. Excelente trabalho jornalístico, parabéns para o autor. Achei na net uma representação feita por um artista do "altar de dahmer": http://www.artslant.com/ber/works/show/161029-

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