6 de mar de 2012

Mais mitos sobre Serial Killers

Continuando o post publicado no dia primeiro de fevereiro, sobre mitos acerca de serial killers...


Mito 1 (ou 11): Assassinos em série têm aparência estranha e são desajustados.

Ao contrário do que muita gente pensa (aliás é tolice pensar assim nos dias de hoje), assassinos em série não vêm com um aviso escrito na testa. Talvez muito dessa crença se deve à ficção, mas na vida real os serial Killers não saem correndo atrás de você com uma moto-serra e uma máscara de pele humana (não geralmente). Muitos assassinos são agradáveis na aparência. Geralmente vivem de forma harmoniosa e são até respeitados e queridos em suas comunidades. Assassinos em série têm família e emprego remunerado, é lógico, sempre existem exceções. Pat Brown, criadora de perfis de criminosos e autora do livro Killing for Sport: Inside the Minds of Serial Killers, sugere que existem dois tipos de serial Killers: Os que atacam você de suspresa e os que você nunca acha que irá atacar você. Talvez aquele seu vizinho que parece o Ned Flanders (Os Simpsons) seja um estripador de prostitutas nas "horas vagas", quem sabe. Robert Yates, que matou 19 prostitutas em Washington durante a década de 90, era casado, pai de cinco filhos. Morava em uma área nobre da cidade e havia sido condecorado no Exercito americano como piloto de helicóptero da Guarda. Yates costumava enterrar os cadáveres no seu quintal, bem em frente a janela de seu quarto. Depois de preso, ele se declarou culpado de 13 dos 19 assassinatos. Como disse acima, na ficção, serial Killers são cheios de cicatrizes, altos, horríveis e mau encarados. Quase nunca isso é real. Eles não têm características físicas que os distingue do resto de nós. E pra comprovar que serial Killers não são necessariamente feios, abaixo uma foto da Karla Homolka pelada.
Serial Killers são feios, certo?
Mito 2: Serial Killers costumam matar em diferentes estados.


Apesar de ser um fenômeno possível, o crime interestadual é bem incomum. Assassinos em série costumam agir em áreas onde eles se sentem familiarizados. A chamada área de conforto, geralmente, se localiza próximo à moradia, trabalho ou lugar onde que o assassino costuma frequentar.  Existem casos, como o de Ted Bundy, que fez vítimas em 4 estados norte-americanos diferentes, ou até mesmo o de Pedro Alonso Lopez, que matou em três países diferentes, mas é um fenômeno incomum. Para um assassino sair da sua "zona de ancoragem" ele deve ganhar confiança (muita confiança), deve ser ousado, ou ter se mudado, mas neste ultimo caso seria como se o assassino "transferisse" sua zona de conforto.


Mito 3: Assassinos em série  só param de matar se forem mortos ou presos.


Muito se acredita que se um assassino começa a matar, ele não pode parar nunca. Eu mesmo achava isso. Na verdade, existem alguns exemplos de assassinos em série que, de uma hora pra outra, param de matar. Eles substituem suas fantasias homicidas por outras, menos nocivas ao próximo. O assassino gigante Edmund Kemper III, começou a atacar e matar moças. Em uma noite, após discutir com a mãe, ele a matou, arrancou suas cordas vocais e jogou no ralo da pia. Depois disso ele se entregou voluntariamente às autoridades. Dennis Rader, conhecido como BTK (Bind, torture and kill / amarra, tortura e mata) assassinou 10 vítimas entre 1974 à 1991 e costumava mandar cartas provocativas à polícia. Entre 1992 e 2005, ano em que foi preso, Rader não matou ninguém. Posteriormente ele admitiu que substituiu os crimes por atividades auto-eróticas. Não se sabe ao certo se há um período de reflexão maior, ou se os assassinos realmente desistam de matar. Bom, e pra leitura não ficar muito cansativa, que tal uma outra fotinha da Karla, hein?


Pena que a resolução não é melhor!
Mito 4: Assassinos em série são loucos.



Assim como a história dos assassinos serem gênios do mal, a ligação entre a loucura e os crimes em série se dá pela própria natureza do crime. Insanidade é sempre umas das principais armas da defesa. É evidente que serial killers não são comuns, até porque, se fossem não sairiam por aí matando, mas somente 5% dos assassinos em série apreendidos são mentalmente doentes. Insanidade não é somente um comportamento fora do padrão, mas sim, em seu conceito legal, se refere à capacidade do individuo saber se suas ações são certas ou erradas. Serial killers geralmente são indivíduos fronteiriços, têm consciência que seus atos são errados, mas não querem ou não conseguem se "conter".


Mito 5: Assassinos em série preferem usar armas brancas.


Não existe essa questão de preferência. Um assassino em série vai matar com ar arma que está a sua disposição, desde facas, até bombas e venenos. É lógico que, se a fantasia do assassino envolver vilipendio, ele  provavelmente fara uso de armas brancas, mas não necessariamente matará com uma arma branca, pois tal uso poderá ser post-mortem. Um assassino pode também utilizar de objetos encontrados nos locais dos crimes, como cipós, pedaços de paus e pedras, ou até mesmo nem utilizar arma nenhuma, matando com as mãos.


Mito 6: Serial killer só matam pessoas dentro de um perfil.


Segundo Pat Brown, alguns assassinos dão duro para localizar suas vítimas perfeitas, alvo de suas fantasias, mas há casos em que os assassinos simplesmente agem contra às vítimas mais vulneráveis. A maioria das vítimas de serial killers são mulheres. Dentro desse contexto, as prostitutas são as mais atacadas. Isso não se dá simplesmente pelo fato de, muitas vezes, serem tidas como pessoas indignas, mas também pela facilidade que sua profissão dá ao assassino. Um assassino em pode matar prostitutas, por considera-las dejetos da sociedade, nesse caso, ele seria um assassino do tipo missionário. Mas esse assassino pode também ser um maníaco sexual com curiosidades anatômicas mórbidas, vitimando prostitutas somente pela facilidade que sua profissão trás. Prostitutas, geralmente, não podem escolher clientes, acompanhando qualquer estranho. Quando desaparecem ou são assassinadas, não chamam muita atenção, devido aos próprios riscos que a profissão trás. E isso não é só com prostitutas não; crianças e sem-tetos também são vulneráveis o bastante ao ponto de se tornarem vítimas.


Mito 7: Todo serial killer deixa assinatura.


Apesar de ser uma característica interessante em crimes em série, o que pode ser considerado assinatura, segundo Pat Brown é algo bem incomum. Ela mesmo admite que consegue contar nos dedos às vezes em que a assinatura estava presente em todos os crimes com os quais trabalhou. Assinaturas são "toques" especiais, algo como uma digital, única. Quando somente matar não satisfaz um assassino ele realiza algo a mais, desnecessário no crime. Destruição de cadáver, encenação ou roteiros, deixar a vítima em certas posições, tirar fotografias ou fazer filmagens e outros toques especiais são as assinaturas dos serial killers.


Mito 8: O Modus Operandi de um serial killer é sempre o mesmo.



Modus Operandi (modo de operação) é o comportamento prático, o modo de agir necessário para que o criminoso cometa o crime. Como todo mundo sabe, á prática é a melhor forma de ensino. O mesmo acontece com os serial killers (na verdade com criminosos em geral): No primeiro crime, eles estão menos confiantes, são despreparados e, mesmo que planejem, cometem erros. Nos próximos crimes, após o período de reflexão, o assassino já vai ter ganhado confiança e experiencia, aprendendo a deixar menos pistas e ter sucesso na abordagem das vítimas. O modos Operandi também inclui a método utilizado no assassinato (arma de fogo, arma branca, esganadura...). Essa forma de matar também pode se alterar, por exemplo Gary Taylor. Taylor começou a agredir mulheres, golpeando-as na cabeça com chaves de grifo, depois passou a fazer uso de um rifle, mas tarde de um facão. O modo de abordagem de Gary também se modificou: No inicio, ele apanhava mulheres em paradas de ônibus. Depois passou à persegui-las e mais tarde ele começou a bater na porta de suas vítimas, se apresentando como bombeiro ou agente do FBI. Sequestrava, amarrava e baleava suas vítimas com o rifle. Gary parou de matar e passou a estuprar as vítimas, deixando-as vivas.


Mito 9: Serial Killers são caucasianos.
Wayne Willians mãos de moça: Assassino em série afro-americano.
Não. Existem assassinos em série espalhados por todo o globo terrestre, e mesmo em áreas onde a maioria é de cor branca, podem existir assassinos negros, latinos e asiáticos. Carl Eugene Watts, foi um prolifico assassino afro-descendente norte americano. ele foi acusado de ter sequestrado, torturao e assassinado 12 mulheres, mas a policia estima que mais de 100 mulheres foram vítimas de Watts. Outros exemplos de assassinos em série não caucasianos são Richard Ramirez, Rory Enrique Conde (latinos), Wayne Willians (negro), Charles Ng (asiático) e por aí vai...


Mito 10 (ou 20) Todo assassino em série deseja ser preso.

Edmund Golias Kemper se entregou para a polícia após matar sua mãe. Hoje, na cadeia, ele é um preso de bom comportamento. Passa os dias traduzindo textos para o braille.
Talvez esse seja o pior mito que eu já vi. Um assassino em série querer ser preso é algo raro. Até por que, se todo serial killer deseja ser apanhado, seria mais fácil eles se entregarem, não? Assassinos em série, geralmente, se acham superiores à policia. Acreditam que nunca serão pegos, e por isso dão certos "moles". Só não digo que essa vontade de ser preso é inexistente, pois existe o caso do (já relatado aqui) Edmund Kemper III, que se entregou após assassinar sua mãe. Mas é tão óbvia sua  sua raridade, que é melhor deixar quieto.

Bom, a lista foi simples e direta. Não sei se já postei, mas tem uma belíssima foto que gostaria de compartilhar:

É, devia mostrar mais!


5 comentários:

  1. Amei o post! :D
    Parabens!
    A ultima foto.... bem, fap fap fap! hahahahahahha XD

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  2. Obrigado SonAmy!
    A foto da Karla Homolka é um pouco de jogada de marketing, rs!
    Abraços!

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  3. Ha ha pq não postou fotos do Ramirez ele se encaixa nos bonitos também(pelo menos pra mim )

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  4. Rs, pode deixar Tanny, na próxima eu postarei! =D

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  5. Belo post, texto interessantíssimo! E a Senhorita Karla está "divando" nessa foto mesmo!

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